Sexta-feira, 16 de Novembro, 2007

Hoje vou dedicar um poema à aldeia onde nasci, apesar de ter saído de lá há muitos anos para trabalhar na cidade, ainda recordo todos os cantinhos que fazem parte dela e de mim!

 

 

 

Cheiro da Infância

 

Cheira a terra molhada

Deixa na lembrança a saudade

Do tempo morno, da orvalhada

Quando pelos dedos contava a idade.

 

 

Passa o tempo devagar

Sopa quente, tempo de infância

Lareira acesa, sem atear

Adormecer na inocência.

 

 

 

Fustiga a janela o vento

Na candeia arde a torcida

Estava eu em crescimento

Criança, guardada e protegida.

 

 

Sonho agora, serão lembranças!?

Minha alma é um descampado

Vejo todas as esperanças

E nelas me havia retratado.

 

 

Tenho dentro de mim o cheiro

Da terra que foi meu Lar

Terra que me viu primeiro

Quando acabei de chegar.

 

 

publicado por rosafogo às 16:10

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