Domingo, 04 de Novembro, 2007

Este foi um blog criado hoje, para poder partilhar com quem gostar de poesia. Passei todo o conteúdo do blog rosafogo para este, e vou continuar neste com os meus poemas. Penso que no anterior havia alguma dificuldade da parte dos amigos de entrar nele, por isso pedi ajuda ao meu neto e penso que desta vou ser visitada.

 

 

Fotografia

 

Encontrei uma fotografia

Amarelada, envelhecida

Chorei lágrimas, mas não devia

Já que era uma lembrança querida!

 

Tens nela calmo o olhar

Tua mão em minha mão

Ambos a olhar o mar

Com tanto amor no coração!

 

Mas ninguém consegue ver

Em teus olhos negro profundo

Que quando algo se quer

Se preciso, corre-se Mundo!

 

A fotografia é o passado

Já como ele quase esquecida

Mas na memória está guardado

Como uma lembrança querida.

 

 

 

 

 

publicado por rosafogo às 19:54

Hoje vou dedicar-te a ti Margarida minha flor, estes versos, vais ver que vais gostar, ao mesmo tempo dedicá-los também às netas das amigas da avó.

 

 

 

Momentos únicos

 

 

 

Sonhas que és uma princesa

Que habitas num castelo

Junto á praia! Tens a certeza!...

E enfeitas de flores o cabelo.

 

Como história de encantar

Princesa e também sereia

Queres tu ser e sonhar!

Que brincas e corres na areia.

 

Mas este lugar é irreal!

De nenhum mapa faz parte!

Mas com magia... que tal?!

Vem um príncipe que há-de amar-te!

 

E a princesa do castelo

Que passa a Vida a sonhar

Pensa em tudo quanto é belo!

Mas diz que não quer casar!.

publicado por rosafogo às 17:43

Porquê?.

É uma pergunta, que nós fazemos a nós próprios, quer seja àcerca do que nos magoa, ou sobre o que magoa os outros e para a qual não é fácil obter resposta, a maioria das vezes.

Eu por exemplo interrogo-me muito, sobre o porquê da  vilolência que exercem nas crianças, a fome que grande parte delas passa, o sofrimento das que sofrem os efeitos da guerra e também as outras que são maltratadas, até pelos que delas deviam cuidar com amor.  Será que não vai haver nunca solução?.

 

 

Lembrança melancólica

 

 

 

Quando o passado

é nostalgia,

e os pensamentos comoventes.

Fica-se num estado de melancolia!

 

 

E então, és como folha morta!

Já nada te importa!?

É isso o que sentes!.

publicado por rosafogo às 17:42

Quando as coisas se fazem porque simplesmente gostamos, as coisas acontecem.É bom que o sonho faça parte da nossa vida!.

 

 

 

Travo Amargo

 

 

 

A minha mente é um mar imenso

Onde a Vida nem sempre faz sentido!

Sonhos sombrios e um vazio intenso

Que fazem da esperança, tempo perdido.

O peito não bate, a voz calada

Prescuto a lembrança e consigo!

Trazer à superfície da memória apagada

A saudade, à semelhança dum abrigo.

Envolvida no meu próprio destino

Iludo a realidade e o sonho

Deixo a maré da mente sem tino

E às vezes choro e não me envergonho!.

Vou vivendo até que me deixe o tempo

Contra o destino nada há a fazer

Ficam as lágrimas, surge o desalento

Meu coração é um cavalo a enlouquecer!.

E quando o azul do mar da minha mente

Me abandonar nesse imenso mar

Ficarei como concha abandonada simplesmente

E nas lágrimas o alívio irei encontrar.

publicado por rosafogo às 17:42

A Vida é uma ída sem volta, mas até ao final, vamos ter sempre as nossas lembranças.

Lembranças que  não acabam , umas que nos fazem ainda rir, sonhar... outras que ainda nos trazem pesadelos. São as lembranças  ao fim e ao cabo que nos fazem andar para a frente, são como uma herança, que ninguém nos pode tirar.

 

 

 

Silêncio ensurdecedor

 

 

 

Quando o silêncio se torna ensurdecedor

E a Vida um navio perdido!

Quando o coração, já não sente amor

Então a Vida já não faz sentido!

Restam fragmentos de sonhos

Rugas fundas, voz amarga

Restam só dias medonhos

E uma sombra estranha que não larga!

Postas as mãos esperando benção

Suplica-se em voz alta, não há resposta!

O silêncio tomou conta do coração

E surge a angústia que lhe é imposta.

Os olhos têm o brilho da loucura

E o silêncio fica martelando

O pensamento numa dor mergulha

Enquanto vai o homem caminhando.

publicado por rosafogo às 17:41

Quando a Vida já vai longe começa a pensar-se naquilo que se devia ter feito e não se fez.

Surge às vezes uma sensação de vazio, parece que algo ou alguém nos desviou do nosso destino.

 

 

 

 

Esquece o tempo

 

 

Tens o tempo, todo no teu rosto!

Maldição?! Seja ou não é certo!

Que o tempo te trouxe algum desgosto

mas os sonhos ainda te sorriem de perto.

 

Tempo, todo o tempo caído no vazio!

Como se entrasses em sonolência

Tempo que corre dia e noite, como rio

Sorriso morto?! Olhos sem existência!

 

Cerram-se as pálpebras,negas-te a ver 

as rugas silenciosas à tua volta

E é a dor, do tempo não poder deter!.

 

Resistes?!. Queres ir mais além!

Ás vezes feliz deixas um sorriso à solta

E esqueces o tempo,que não se detém!.

publicado por rosafogo às 17:40

Às vezes perco o fio à meada!.Com a idade é natural... mas a poesia é como uma carícia e vem logo devolver-me o fio da meada e resgatar meus sentimentos.

 

 

 

 

 

 

 

Só,como botão.que floresceu tarde

Só,como vela que apagou e já não arde!

Só,como um passarinho

que ficou fraco,no ninho!.

 

 

 

Só como um coração vazio

Onde a a paz e o amor

São um poema vadio!

 

 

 

Só como uma ilha deserta

Onde o sol não entra

Onde a fome aperta

E a pobreza se experimenta!

 

 

 

Só como lágrima que cai

Salgada que nem mar

E só Deus sabe como vai!

A nossa  alma, acalmar!

 

 

 

Só como um eco dum queixume

Dum desespero sem esperança

Dum destino que se assume

Sofrido,logo à nascença!.

 

 

 

Só, como este verso chorado

P'lo poeta que por ele sente

As angústias do passado

E as frustrações do presente!.

publicado por rosafogo às 17:40

Ainda por detrás das nuvens, sempre aparece o Sol, embora os dias vão começando a abandonar o Outono e a dar lugar ao começo do Inverno.Com o envelhecer do dia cada vez mais cedo, no final deste,  os pensamentos também de certo modo ficam tristes. No entanto sempre se descobre alguma coisa boa, para fazermos , como por  exemplo o podermos aconchegarmo-nos mais cedo no nosso sofá a ler um bom livro.

 

 

 

Loucura

 

 

Foi o tempo de dormir de lã

Onde havia sonhos e loucura

Onde me abria como uma romã

E tu disfrutavas com ternura.

 

  

Foi o tempo de dormir de linho

Onde havia a festa dos sentidos

 E eu percorria o caminho

Com palavras doces nos ouvidos.

 

 

 

 

 

 

 

Chegou o tempo de ficar acordado

A colorir o tempo de lembranças

Desse dormir doce já passado

Vislumbrando réstias de esperanças!.

publicado por rosafogo às 17:39

Jardim de Mulheres é um livro que hoje comprei e que estou a começar a ler. Coincidência,

este livro fala sobre a Serra Leoa e o que acabei de ler e que se intitulava o Canto da Sangardata falava de Cabo Verde. Ao iniciar este segundo livro tive quase a desistir, a causa é que se tornava um pouco difícil de ler porque todo ele é falado à maneira africana, mas é óptimo, descreve muito bem a  vivência do sofrimento de guerra ,do povo moçambicano e também  o sofrimento dos soldados portugueses durante esse período. Nessa altura eu era jovem e tive familiares presos pela pide, e não esqueço nunca que recebi várias mensagens, da morte de rapazes da minha aldeia quando estava empregada nos CTT em Torres Novas e estava de serviço aos telegramas.É  também um período difícil  de esquecer!

 

 

Guerras

 

 

O  Mundo está voltado para a guerra

O Homem não vê nem ouve nada!

E fica o mar e a terra

em sobressalto!

A esperança fica remendada

Só há anseios e desilusões

Passa-se da calma ao terror

Destruições!

Corações parados, sem amor!

Barril de pólvora,pronto a explodir

É assim o Mundo!.

Náufrago na mão do Homem

E um ódio profundo

fica na gente que há-de vir

e nos que partiram também.

O Mundo em desiquilíbrio está!

Segue caminhos ignorados

aonde quer que ele vá!?

Não leva heróis, mas falhados!.

publicado por rosafogo às 17:39

Hoje o dia esteve cinzento e a noite está triste sem uma única estrela a alegrar o firmammento.

E neste moer de tempo, vou mastigando a vida um pouco sem rumo.

 

 

 

Lembrança de menina

Foi ontem, era menina!

Com laços e com sorrisos

Oiço ainda aquela voz pequenina

E vejo os cabelos, pretos e lisos.

Era fruto a amadurecer!

Lua mentirosa no Céu!

Gaivota deixando-se envolver

Rouxinol que a cantar adormeceu.

Trazia já sede de poesia!

Na mente, nasciam flores!

Minhas asas livres batia

E nos sonhos tinha amores!.

Agora mal me conheço

Tenho aquele(ontem) vazio!

E ao recordar reconheço

Que a Vida está por um fio!.

publicado por rosafogo às 17:38

Há coisas que gostamos de lembrar.

A Vida é uma constante, o tempo não fica quieto, e vamos vivendo a recordar.

Lembro-me muito bem das coisas que se passavam quando tinha quatro anos é talvez dos primeiros seis anos o que mais recordações me trás.

Lembro-me por exemplo de me fazerem caracóis no cabelo com  um ferro aquecido nas brasas, lembro-me de me pôrem fitas multicores, axadrezadas no cabelo,lembro em pormenor a casa e as coisas que faziam parte da mesma como se fosse hoje.Recordo que tínhamos um burrinho e uma cabrinha que viviam numa casa ao lado, onde também existiam os utensílios da lavoura e lembro uma figueira já dos tempos dos meus bisavós que dava figos pinga-o-mel.

 

 

A memória

 

A memória é um tesouro

Mas a minha está vazia!

As recordações eram d'ouro

E embalavam o meu dia.

De longe em longe um lampejo

Algum vislumbre da Vida

Para acalmar meu desejo

Para lembrar, mesmo sofrida!

Minha memória cansada

É como copo que esvazia

Toda uma vida passada

Um fio de seda que desfia!.

É a memória curso de água

Que noite e dia não pára!

E que às vezes tráz  a mágoa

Duma saudade que não sara!.

publicado por rosafogo às 17:37

E foi assim que um dia deixei Lisboa, após o 25 de Abril, para ir viver em Macedo de Cavaleiros,ao abrigo duma lei que existia na altura e que consentia que a mulher se deslocasse para perto do marido. Aí permaneci dois anos , nessas terras onde é bom viver, no sossego da natureza.

Lá fez a minha filha os seus primeiros anos de escola, mesmo ao lado de casa, e o meu emprego era a 3 minutos igualmente de casa.

Empregada da Seg- Social, atendia as boas gentes das aldeias vizinhas, marcando consultas, recebendo folhas de salários, pagando abonos etc... logo surgiram ofertas à menina de Lisboa que em simpatia nunca tinham visto igual ( um casal de coelhos, um pacote de bolachas,um saco de castanhas) quem poderia recusar? Afinal simpáticos e amorosos eram eles, ainda me restam saudades.

 

 

 

 

A Palavra

A palavra pode ser amiga!

Pode ser a palavra redentora,

haja então alguém que a diga!?

Que a traga com amor na hora!.

É a palavra às vezes mordaz

É também ela de censura

Mas com ela se consegue a Paz!

Quando com Amor se murmura.

Pode ser uma palavra rude

Ou uma palavra de resistência

Ou ser a que nos ilude!

E torna surda a consciência!.

Uma palavra às vezes basta

Quando a ausência se lamenta!

Ou quando o Amor se afasta

e a tristeza nos atormenta!.

publicado por rosafogo às 17:37

       Às vezes a vida nos entristece, e o Mundo nos parece do avesso e assim ficamos nevegando ora num mar de tempestade, ora num mar de calmaria ... mas , há sempre um dia atrás do outro e como se costuma dizer, não  há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe!.

       A verdade é que a vida é feita de estradas estreitas e de curvas apertadas convém ter atenção do modo como nela caminhamos.

 

 

 

Papoila

 

 

Quero ser papoila livre!

Crescer enm seara de vento

Que ninguém se atreva e me prive

Quero livre meu pensamento!.

Abrir na manhã que chega

Vermelha ao sabor do vento

À terra minha raiz se apega

E orgulhosa, meu vermelho ostento!.

Na claridade das estrelas

Quero brilhar que nem chama

Sempre que possas vai vê-las

Sou eu quem por liberdade clama!.

publicado por rosafogo às 17:36

É o tempo dos frutos apetitosos e apetecidos como a romã, também o diospiro .Para mim a romã é um fruto lindo quando a natureza o abre e se entrevêem os bagos vermelhos dá vontade de os desenhar e pintar ! .Depois é altura também das uvas, das castanhas ,nozes e passas de figo, hoje lembrei-me destes frutos porque eram a única abundância havida na minha infância.

 Também é uma altura incrível para se dar um passeio até Santiago de Compostela, toda esta parte de Espanha é maravilhosa, nostálgica, cheia de paz, paisagens de mar e serra abundantes em beleza, onde o verde é mágico.

 Costumo fazê-lo com algumas colegas amigas e pensamos sempre... para o ano voltamos!.

 

 

 

Vida Melancólica

A Vida hoje parece não ter vida!

Melancólica, onde os olhos veêm baço

Palavras, silêncios me deixam perdida

Por mim passam fantasmas, eu por eles passo!

Hoje, não são azuis, nem céu ,nem mar!

E as sombras, são sombras de alma perdida

Sentidas são as vozes de crianças a chorar

Até que regresse a vida à própria vida!

Hoje me leva a vida de vencida!

Soletro o meu nome p'ra não esquecer

E sinto a minha alma de partida!

Quero voltar a ver azuis céu e mar!

Voltar a ser feliz eu vou querer!

E ao meu rosto, o sorrriso regressar.

publicado por rosafogo às 17:35

Ontem não tive internet , daí não ter tido o prazer de tirar mais um poema da gaveta, vou fazê-lo agora. Este prazer de fazer versos embora eu saiba que são bem singelos, só tem paralelo com  o prazer de viajar,ou de cantar, dançar, ler... encontro sempre algum encanto, em qualquer destes prazeres, neles eu consigo transitar para um mundo diferente, bem mais bonito do que o mundo interesseiro em que se vive.

 

 

 

 

Sopro de vento

A Vida é uma estrada no tempo

È um sopro de vento

À procura do Norte!

 

A Vida é ai é lamento

Que tem por intento

A procura da Morte!

publicado por rosafogo às 17:35

Hoje não aconteceu nada!.

Para completar o vazio, hoje estou só e não há nada mais solitário que uma pessoa só.

Olho todas as luzinhas que entretanto se acenderam com o aproximar da noite,oiço passar uma ambulância e fico a cismar, que se calhar há solidão mais penosa do que a minha.

Resignação é a palavra certa para o que não tem remédio!

 

 

 

 

 

 

 

Sózinha

 

 

 

Sózinha,

Sózinha e triste!

Caminho por esta rua,

Tenho só por companhia

O silêncio e a Lua.

 

 

Solidão é meu lamento!

No meio de tanta multidão

Estou só com o pensamento

e amargurado o coração!.

 

 

Bruscamente oiço alguém

Batendo o pé na calçada

Alguém que não tem ninguém

E como eu está conformada!.

publicado por rosafogo às 17:35

Há dias que caminhamos sem saber muito bem,qual o destino da caminhada, geralmente é quando nos sentimos mais solitários.

Mergulhados em pensamentos que nem nos levam a nada,  mas no fundo sempre na esperança que que os sentimentos sobrevivam, e que o dia seguinte seja melhor e que haja um impulso maior nos nossos afectos.

 

 

 

 

Lezírias

 

 

 

Lezírias verdes

Cheias de canto

E de pranto!

 

Das mondadeiras

Cansadas do sol

Dos dias de canseiras

Que são já um rol!

 

Arroz e trigo ceifado

O seu pé molhado

E a alma doente

De trabalho suado

De quem só fome sente!

 

A tarde não chega

A alma está fechada

A vida parada

Mas o filho aconchega!

 

A lezíria está verde

Verde de esperança

O tempo já se perde

E nasce a criança!.

publicado por rosafogo às 17:34

Derepente, é como se entrassemos numa lucidez perfeita e quiséssemos agarrar a vida para sempre.

Há momentos na vida perfeitos, quando acontece estarmos de bem conosco e com o mundo à nossa volta. A insatisfação é minha companheira...  mas procuro um pouco de conforto, naquilo que escrevo.

 

 

 

 

Ao cair da tarde

 

 

Ao cair da tarde, tudo é belo!

Há esperança na vida!

Faço com a alegria um elo

Volta a felicidade perdida.

Mas cai a noite e a solidão

Toma posse, dos sentidos!

Fico  triste na escuridão

Com o silêncio nos ouvidos.

Surge depois a madrugada!

Em liberdade!

Meus versos são alvorada

Tenho de volta a felicidade!.

publicado por rosafogo às 17:34

Não aprendo a lição, embora a Vida me ensine. Mas  esta mania de querer ter tempo para tudo ! Depois surge o esforço e acabo  por ficar triste e desalentada .

 

Hoje só vou escrever o poema, que também ele é um pouco triste.

 

 

Grito

 

 

Aperta-se o peito, embarga-se a voz

Com este meu corpo, não me identifico

Meu coração corre, corre veloz

E é bem distante o lugar onde fico.

 

Trago comigo cansaço e frio

Carrego meu olhar, tão entristecido

Meu corpo é um porto, já tão vazio

Com pedaços de mágoa e amor esquecido.

 

Fico lembrando â hora do poente

As lembranças com saudade sentida

Da juventude, que tão longe se sente!.

 

Meu coração é andarilho cansado

Da solidão e Vida sofrida

Surge então o meu grito! desesperado!.

publicado por rosafogo às 17:33

A vida é uma peça de teatro, nasce-se, vive-se e morre-se. Uns não necessitam de ensaiar,esses são os nascidos em berço de ouro.Enquanto outros levam a vida às voltas com o papel e nem conseguem entrar em cena! Há também os que saiem cedo de cena então aí a história é trágica. Há também os que conseguem ultrapassar todas as dificuldades e merecem palmas ao descer do pano. No fim de vida está a minha mãe,com noventa e seis anos, que não quer médico, não toma medicamentos,e não lhe dói nada; nunca soube se tinha colesterol, tensão alta ou outra coisa qualquer e no teatro da sua vida, passou por muitas e duras lutas para nos criar.Estamos em crer que vai estar em cena ainda alguns anos!

 

 

 

 

 

Rugas

 

 

 

No rosto estão marcadas

As rugas que o tempo deixou

São estas rugas, estradas

De quem muito, já andou!

 

Rugas no rosto o que são?!

Os caminhos duma Vida?...

Ou pedaços de solidão?!

Rugas no rosto o que são?!...

 

Gira o Mundo, sempre gira!

Nada, nem ninguém o faz parar!

Também as marcas, ninguém tira!

Mesmo que as queira apagar!

 

São belas, as rugas, penso!

São gotas de chuva de Verão!

São de amor, amor imenso!

Visíveis no rosto, encobertas no coração!

 

São o espelho dos nossos sonhos!

Vigílias dos nossos dias!

Sem elas seríamos tristonhos

Máscaras de fantasias!....

publicado por rosafogo às 17:33

Nunca me tinha dado conta, mas hoje convenço-me que sou de natureza decidida, porquanto, todos os convites que me fazem para participar nalguma coisa a minha primeira reacção é aceitar. Mas, a falta de tempo é muita,e não consigo chegar onde gostaria, mesmo assim, levo sempre os desafios por diante, lá isso é um facto.

Hoje o tempo permitiu-me ir cantar ao coro do CCD de Lx e V. Tejo e ainda que me encontrasse com umas colegas e amigas para dois dedos de conversa. São elas a Mª Helena, a Mª de Fátima, a Ausenda e a Odete, com as quais trabalhei toda uma vida.

Foi por isso um dia inesquecível, tal como o são sempre que estamos juntas!.

 

 

 

 

Palavras Perdidas

 

 

 

 

 

 

Perdem-se as palavras, sem objectivo

Como folhas caídas em dia de vento

Perdem-se tímidas, sem lenitivo

E ficam sómente perdidas, sem sentimento.

E às vezes, não chegam para dizermos

Da imensidão, do nosso querer

Outras, saem da boca sem querermos

E dizem, o que nos vai na alma, sem temer

Difícil é encontrar palavras certas

Para exaltar a vida ou a amizade

Perdem-se em silêncios, em linhas desertas

E aguardam o seu uso, cheias de ansiedade.

publicado por rosafogo às 17:32

Dias antes da viagem, a preocupação geralmente é sobre como vai decorrer, se o tempo vai estar bom, se o país  a visitar é seguro, se vamos inseridos num grupo se vai haver companheirismo, enfim uma série de coisas que nos fazem pensar.

Mas eu acho que só se aprecia realmente a viagem, depois de esta ter sido feita, de voltarmos para casa e revivê-la junto dos familiares chegados e poder contar-lhe episódios que se passaram e dos quais fizémos parte. Neste ùltimo passeio à Turquia visitámos um museu onde as estátuas estavam bem estropiadas, então um amigo de nome Rui, achou que eu como pessoa  alta deveria tirar uma foto por detrás duma delas que não tinha cabeça. Foi um sucesso lá estou eu a fazer de deusa romana, penso!? Então para os meus netos foi um delírio.

 

 

 

 

Quadras Soltas

 

 

A alma não tem idade

Perdura para além do tempo

Perde-se com ela a saudade

Caímos no esquecimeento

 

 

Antes de morrer queria

Deixar só esta mensagem

Antes viver só um dia!

Que estar na Vida de passagem.

 

 

Há dentro de mim um querer

Sinto-me navio sem mastros

Tenho fome de mais saber

Ter luz, tal qual a dos astros

 

 

 

Estas mãos, os mesmos gestos

Já sem rumo nem destino

Se param!? Surgem protestos!

Continuam, perco eu o tino!.

publicado por rosafogo às 17:32

A minha aldeia, quando dela me recordo é sempre com saudade da juventude.

O Sol  era magnífico, pela manhã tudo brilhava com tamanha intensidade que as crianças eram felizes. No rio Almonda que passava na nossa horta, havia  peixes de vários tamanhos nas àguas transparentes . Recordo  as mulheres a lavar no rio, onde eu também muitas vezes lavei.

As hortas tinham imensas arvores de fruta variada, às quais trepávamos para comer logo ali.

As horas batiam na torre da igreja e ouviam-se por toda a aldeia, mas a minha avó, sabia sempre as horas e as meias, na sombra duma parede da casa.

No centro da aldeia num largo, rodeado de tabernas e mercearias, juntavam-se os homens,

velhos e novos para pôr a conversa em dia, enquanto as raparigas íam à fonte enchiam as

enfusas e punham -nas à cabeça, meneando assim o corpo quando passavam por eles .Lembranças boas, difíceis de apagar da memória. As portas estavam sempre abertas,não havendo rádios, as raparigas enchiam a aldeia, com as suas cantorias enquanto faziam a lida doméstica. Eram raros os carros, nas ruas que não eram pavimentadas, viam-se carroças puxadas por mulas.

Seis anos de estudo na Vila de Torres Novas, agora cidade, sempre fiz o caminho da aldeia

para a escola Industrial a pé exactamente por não haver carreiras.

Hoje fiz um poema dedicado à minha terra.

 

 

 

A Minha aldeia

 

 

 

Como te sinto na lembrança!

Aldeia amada!

Fico a olhar-te, como em criança

Com uma magia acrescentada.

 

 

Sinto-me sedenta da tua fonte

Tenho falta da tua claridade

Em sonhos atravesso a ponte

Do rio tenho saudade!.

 

 

Aldeia como te sinto!

Moldei-te na minha lembrança

É bela a imagem que pinto

De ti. Bem à tua semelhança!.

publicado por rosafogo às 17:31

Há dias em que  sem qualquer esforço da minha parte, de súbito surge um poema quase a gritar por socorro.

Percorre-me o pensamento e é como alguém que vem de longe com grande necessidade que o recebam, então estendo-lhe a mão e transponho-o para o caderno de poemas, onde protesta por ficar ignorado ou fechado na gaveta.

Então hoje venho soltar, mais um!

 

 

Passos apressados

  

 

Juntam-se os cacos da Vida

Feita de passos apressados

Numa aventura sofrida

Sempre com sonhos adiados.

 

 

Chega-sa ao cimo da colina

De onde não se vai regressar

O silêncio é quem domina

E a saudade é livre de recordar.

 

 

Fecham-se os olhos já saudosos

De instantes de prazer vividos

E na solidão, há sonhos harmoniosos!

 

 

Mas já de tudo despojados!

Que nos interessam os sentidos?!.

Se são despojos quebrados?!.

publicado por rosafogo às 17:31

Com as gaivotas no peitoril do terraço do hotel, o cheiro a mar, o nascer do sol,tudo isto convidava a tomar o pequeno almoço um pouco fora da realidade.

Assim rompia um novo dia e eu envolvida no ambiente duma cidade mística, quase vestia a pele dum outro personagem.

 

Viajar é bom, faz bem à alma

 

 

O Outono da Vida

 

 

Este corpo que é trigo e joio

Que deu frutos na Primavera

Já da vida não sente o apoio

Já só a noite espera!

 

 

Não se cansa a imaginação

Neste corpo que já não quer ouvir

Onde já foi Primavera e Verão

É Inverno e só frio se faz sentir!.

 

 

Cansado, nada o detém no caminho

A voz não deixa de protestar

E como um tear de linho

Velhinho! Até ao fim vai versejar!

 

 

 

Quando já nada acontecer

Na terra da solidão vai ficar

Mas este corpo ainda vai tecer

Um poema! Que ficará por lapidar!.

publicado por rosafogo às 17:30

A Vida é como um dia de nevoeiro, ficamos perdidos no meio de silêncios, de tristezas,incertezas... mas para quem não perde a fé, há sempre uma réstea de esperança, que entra devagarinho redobra o nosso querer e assim enfrentamos o que nos espera.

 

 

O Amor acontece

 

 

Acontece, quando ninguém espera

O Amor que não tem hora nem lugar!

E fica o tempo suspenso numa hera

e há beijos e lágrimas, com sabor a mar!

Aparece calmo e vira tempestade!

Acontece, sem tempo para parar!

às vezes é rio, na sua tranquilidade

Outras é luta, que se perde sem se ganhar.

publicado por rosafogo às 17:29

Há tantas pessoas que passam pela nossa vida, que de algumas não nos esquecemos jamais!

No 1º ano da Escola Industrial, do Curso de Formação Feminina,ano lectivo de 1954, tive uma professora de português , chamada Drª Ilda Carmona, que eu penso ter sido a primeira pessoa que me acarinhou de verdade, como  eu hoje acarinho os meus netos. Os sentimentos afectuosos nessa altura mesmo pela parte dos pais, parecia ser uma coisa que não era para  demonstrar e então nesse ano eu posso dizer que fui feliz com a amizade dessa senhora. No fim do ano partiu  e ainda recebi uma carta tão afectuosa que chorei durante algum tempo. Agora me vêem as lágrimas aos olhos, quando dela me recordo.

 

 

 

 

 

 

Menino Pobre

 

 

 

Aqui da minha janela

O Mundo parece uma bola

Um quadro, uma aguarela

Pintado por menino da escola

 

 

Aqui da minha janela

Sentada na minha cadeira

Vejo um barquinho à vela

Na mão dum menino sem beira!

 

 

Olhando da minha janela

Vejo a chuva que vai caindo

e o menino que nasceu sem estrela

sem roupa e o frio sentindo!.

 

 

Aqui da minha janela

Onde escuto meu pensamento

Meu olhar não quer perdê-la

À criança, pássaro sem vento!

 

  

Restam vestígios do dia

Aguardo da minha  janela

Que este menino sorria

Ao chegar da primeira estrela!.

publicado por rosafogo às 17:29

Hoje ao fazer  marmelada, lembrei de novo a infância, então como a minha neta estava presente , lembrei-me de lhe contar o seguinte  acontecimento que nunca esqueci porque foi um período agradável para mim e então foi assim: uns familiares mais abastados deslocaram-se à aldeia teria eu uns seis anos e levaram dois brinquedos , uma boneca sem a parte de trás da cabeça e um ferro de engomar de lata , das filhas para quem já não serviam, com o intuito de os darem à minha mãe dado eu ser pequena. Como nem nunca tinha visto uma boneca, delirei com esta e tratei de lhe fazer uma touca para que o defeito não se visse. Assim como não havia outra na aldeia, senti-me uma princesa e ainda hoje me sabe bem recordar essa felicidade.

Outros tempos, bem menos exigentes. 

 

 

Foge a Vida

 

 

 

Quantas vezes domei a vontade de chorar!

Por sentir em mim uma crescente solidão

Que fim eu posso ansiar?!

Se sinto o vazio dos desertos no coração!

Cai o orvalho da velhice no meu rosto

Meu coração endureceu!

A alegria abandonou seu posto

Resta o declínio e até o sonho morreu!

 

Nada suaviza a dureza da Vida!

Tenho a alma nua, o coração frio!

Passa o tempo, passa de corrida

Foge a Vida, os sentidos, tudo é fugidio.

publicado por rosafogo às 17:28

Ontem fez trinta e sete anos que fui mãe pela segunda vez.

A menina, que era a segunda, nasceu ao meio dia e vinte minutos duma sexta feira,e foi logo visitada pelas colegas da Seg. Social que era então na Alameda , ela nasceu na cliníca Dr Oliveira Martins mesmo ali ao lado.

 Os anos passaram e com eles algumas alegrias, alguns dissabores, mas como a vida é

curta temos que aproveitar os bons momentos e esquecer tudo o resto.

 

 

A Fé nunca se perde

 

 

Ainda que nostálgico, põe um sorriso no rosto

Preenche o vazio que tens na alma

Acaba com a solidão e o desgosto

Detém o coração adormecido! E já calma

-Encontra o significado da felicidade

Não deixes teu olhar perder-se na tristeza

E quando chegares ao limite da  saudade

Descansa no silêncio da Natureza

Dá cor à tua existência

Enche-a de claridade e de vida

A vida não pára é uma sequência!

Que vale sempre a pena ser vivida!

Trás de volta teus sentimentos à flor da pele

Não penses em amargura, solta o coração

Deus é Grande, acredita Nele!

Para sorrires Ele vai dar-te uma razão.

publicado por rosafogo às 17:26

Em menina, recordo que havia duas cozinhas na casa da minha avó Florencia com duas lareiras altas, onde o lume estava sempre vivo e de cada lado havia dois banquinhos, um dos quais me pertencia.

Por cima da minha cabeça, com torcida mergulhada no azeite, estava uma candeia, que me alumiava enquanto lia ou fazia os deveres escolares.

Aí por volta das nove horas da noite, havia uma tijela de café de mistura com pão de milho esfarelado. Como era bom encontrar um pouco de açucar no fundo...

 

Como era feliz com tão pouco!

 

 

 

Rosas Bravas

 

Num canto silencioso do coração

Oiço um grito que o tempo guarda

Uma música, um hino, uma celebração

Ao amor que chegando tarde, não tarda

O que oiço é então o calor das palavras

Doces, macias como veludo

E um aroma na memória a rosas bravas! 

Lembro, relembro quase tudo!

Nesse canto há ainda um fogo não apagado

Onde nasce um sol em cada madrugada

E vacilando mergulho no passado

Para evitar cair numa solidão forçada.

publicado por rosafogo às 17:26

Hoje , ao lembrar os meus hábitos de leitura, recordei o seguinte.

Quando era adolescente, talvez com catorze anos adorava ler e então deslocava-me à biblioteca de Torres Novas então vila onde estudei e escolhia um romance pelo seu volume de páginas, ou seja quanto mais grosso melhor, mais leitura levava comigo para a aldeia de Lapas onde vivia.

Durante a leitura recordo que às vezes os personagens me davam medo e saía muitas vezes para a rua para aliviar um pouco a tensão.

Agora penso, como era  possível não haver ninguém na referida biblioteca que me indicasse livros próprios para essa minha idade.

Pagava-se nessa altura cinco tostões e levava-se o livro que se escolhia,li o que devia e o que não devia, mas consegui gostar de ler até hoje.

 

É bom recordar, como se era feliz com tão pouco...

 

 

 

Frágil Lembrança

 

Há sempre uma lembrança boa

E uma tristeza, que ainda se chora

Um sonho que vive em nós à toa

E o desejo de ser feliz, dentro de nós mora!

 

 

 

Há sempre uma inquietação perturbadora

Cada passo se transforma numa cruz

Quedamo-nos tristes pela vida fora

Mas no decorrer do tempo faz-se luz!

 

Há sempre uma miragem de felicidade

Onde há certezas que acabam por morrer

E nostalgias a fazer lembrar a idade!

 

Há sempre uma lembrança boa

Que é anseio a vaguear dentro do ser

Deste destino dúbio, que às vezes nos magoa!.

publicado por rosafogo às 17:25

Há uns meses atrás, enviei uns poemas, para uma revista com um pouco de esperança que alguns fossem publicados. Qual não é o meu espanto e a minha felicidade quando alguém me diz que publicaram três dos que enviei.

Afinal o sonho tornou-se realidade, resta continuar a sonhar que talvez um dia

apareça um livrinho por aí.

Hoje e para não faltar vou escrever um poema, que fala de encantamento

 

Sortilégio

Percorro o teu corpo com o pensamento

Fica transparente como folha de Outono

Deambulo nele até ao esquecimento

E regresso ao meu, exausta , ao abandono!

Caminho sobre o teu corpo com andar macio

Sinto uma alegria há muito adiada

Decifro o trilho há muito vazio

Mas é apenas sonho, estou encurralada!

Quero estar contigo num abraço apertado

E acendo apenas o fogo da memória

Confesso que teu corpo me é desejado!

E o meu, ainda faz parte da tua história.

publicado por rosafogo às 17:25

Será pretencioso, pensar que alguém vai ter  paciência de ler os meus poemas, mas só de pensar em partilhá-los, faz-me imensamente feliz...

 

Se eu soubesse

Se eu soubesse escrever

Daquele modo que só o poeta sabe

Entregar-me-ía, voltaria a nascer

Flor bravia, mas com arte!

À noite!?Quando a noite desce

Vem de novo a dor ao meu peito

E é então que o desejo cresce

De ser poeta, bem ao meu jeito!.

Deixo aqui as palavras, que são um pouco

ou são muitíssimo do que quero dizer

cobertas de inocência de poeta louco.

Tantas vezes, música aos ouvidos

outras tantas pedem desculpa por nascer

e vão sempre ao encontro de sonhos perdidos!

publicado por rosafogo às 17:25

Fazer poesia , é como possuir qualquer coisa de meu,que posso repartir com quem gosta.

Dia a dia , agradeço humildemente a Deus, por conseguir através dela uma grande serenidade.

A vida que às vezes é uma ilha de desespero, torna-se num céu sem nuvens.

Hoje ao contrário do poema de ontem que já não era recente, vou publicar o ùltimo, que aqui deixo.

 

 

Estranhos

 

Tão apressada a Primavera da Vida!

É trovoada de Verão, que logo passa

Chega-se ao Outono com a alma caída

É o Inverno que chega e amordaça.

Como pedaço de vidro estilhaçado

Fica a Vida como noite escura

É uma tristeza, triste por se ter passado

a vida a correr, cheia de amargura!

Estranhos, nos sentimos... àgua de trovão!

Fortes éramos sempre tão esquecidos

Que um dia pára, não bate o coração.

 

Tão apressada a Primavera da Vida!

Custa a aceitar, ficamos deprimidos

Surge então o crepúsculo na mente esquecida.

publicado por rosafogo às 17:24

Passaram quinze dias e terminou uma viagem de sonho.

Todos os participantes vieram um tanto extenuados, mas mais ricos em cultura

graças ao guia que nos encheu de conhecimentos históricos, mostrando-se zeloso da sua profissão.

Difícil será esquecer a região da Capadócia com as suas chaminés de fada, bem como a maravilhosa cidade de Istambul e as suas mesquitas. Ankara e a sua floresta da Paz, para a qual todos os países doaram uma árvore, Tróia e o seu lendário cavalo também nos encantou.

Vivemos momentos emocionantes, ao visitar a casa  da Virgem Mãe, sentindo uma agradável emoção, como se Ela nos recebesse e houvesse ali um cantinho também

nosso, e por fim Efeso onde parece que aos nossos ouvidos ainda chega o rodar das quadrigas, o gargalhar poderoso e os passos pesados dos centuriões...

E tudo é felicidade quando tudo acaba bem!.

Como me alonguei, hoje vou só deixar um poema escrito há muito, mas que eu gosto muito.

 

Hoje nasce um poema

Hoje nasce um poema que é talismã!

Soldado, vigia dos meus sentimentos

Que me persegue com pés de lã

E cicatriza minhas feridas, meus lamentos.

Não é erva ruim, mas como ela nasce!

Vibra no peito, como uma tempestade

Um compromisso, uma promessa renasce

é acontecimento poético de saudade!

Nasce hoje, sem dor nem cansaço!

Em mim cresce a emoção de o ver nascer

A noite é visionária e a ela me enlaço

Neste poema, conquista do meu querer!.

publicado por rosafogo às 17:24

 

Ausente vou estar, de viagem à Turquia,vou recuperar logo que volte.

Para aproveitar as horas de vôo, vou levar para ler pela inésima vez os sonetos de Florbela

Espanca

Deixo aqui mais um poema que dedico às pessoas que vivem um grande amor.

È sempre bom falar de Amor, daquele que se deseja puro e sincero.

 

Amar-te

 

 

Amar-te, amar-te, até à morte

Eu sou feliz e digo para mim!?

Foi Deus que me deu esta sorte

De poder amar-te até ao fim!

 

 

Quisera eu amar-te mais!

Ainda que à loucura chegasse!

Porque amar-te nunca é demais!

És como enleio que em mim enleasse!

 

 

Contigo quero ver o Sol nascer e pousar

Sonhar, sonhar como uma adolescente!

Contigo recordações quero ressuscitar.

 

 

Sem ti, seria noite orfã de Lua

Seria prado estéril, sem semente!

Por isso até ao fim quero ser tua!.

publicado por rosafogo às 17:23

Pois é! È exactamente o que me sinto, um ribeirinho sem vontade de secar.

Acabei de ler os tres volumes de poesia do poeta Ruy Belo e como ele transbordava as margens, meu Deus!

Partiu e eu deixo-lhe aqui a minha homenagem

 

 

Amanhã quando eu partir

 

 

 

 

 

Amanhã, quando eu partir

Sósinha, seguirei meu caminho

e nele vou descobrir

esse fim de vida que já adivinho!

Limpo as lágrimas com a mão

Tudo me diz que não vou voltar!

E há um bater louco no coração.

Mas que caminho incerto!? E sem puder parar!...

Há muito venho vida fora

Que fazer, se é esta a minha estrada?!

Neste caminho não há risos, nem ninguém chora!

Só eu sigo, com a alma angustiada!

Amanhã, quando eu partir

não vou nem sequer dizer adeus!

o frio da madrugada vou sentir

e levarei comigo, saudades dos meus.

Neste caminho vou só com a solidão!

Já oiço à distância gemidos

mas tristezas, eu não quero não!

A Morte, são só meus passos perdidos!.

publicado por rosafogo às 17:18

 

Dou graças a Deus pelo gosto que me deu de ler, escrever poesia, viajar....

Peço desculpa aos poetas, por me considerar também  um pouco sua igual  embora humildemente saiba que é longa a distância.

Vou roubando horas ao dia e ganhando horas à noite, para ter o gozo de fazer os meus poemas.

Adoro acima de todos os poetas  Miguel Torga leio e releio e é ele que me dá força para continuar, hoje  dedico-lhe o poema seguinte.

 

Dia sem volta

 

 

 

Não sei que dia é hoje

Vou dobrando o tempo, como para fugir!

Mas não é da Vida  que fujo, ninguém foge!

Mas é d'alguma coisa que há-de vir!

 

 

Qualquer coisa que vem para decidir!?

Que o tempo não me diz, mas que adivinho

Volto a dobrar o tempo, fico a fingir

Que ainda é distante o fim do caminho.

 

 

Já não me importa o dia de hoje

Incerteza ou realidade é-me indiferente

Não tenho tempo, já que ele de mim foje!

 

 

Oriento meus passos um pouco à toa

Mas na verdade o desespero é permanente

E é dor! E dor não há que não doa!.

publicado por rosafogo às 17:17

 
Desta vez o Verão veio um pouco mais tarde, hoje está muito calor e nós seres humanos

sentimo-nos mal quando as coisas habituais fogem  e contradizem as nossas expectativas.

 

Porém apesar de não gostar do calor, hoje apetece-me dar-vos a conhecer mais um poema

que fala sobre Sol mas de esperança

 

 

Sóis de Esperança

 

 

 

Meu corpo parece querer voar

Meus olhos são humidade

Minhas mãos prontas para amar

Mas fico numa profunda imobilidade!.

Meus sentidos são um mar sereno

Navegam em águas de saudade

São arco-íris, em espaço ameno

Onde o verde da esperança é a tonalidade.

E este mar profundo onde navego

Onde aparentemente não existe solidão

Faz flutuar minha alma, o meu ego

E enche duma luz nova, meu coração

Minha boca de fogo é ainda feita

Meus cabelos brancos, feitos de melancolia

Meu corpo deteorado, ainda se deleita

Com Amor, com a Vida por mais um dia!

 

Assim fica um pouco mais de apego à Vida

publicado por rosafogo às 17:16

Este é o meu primeiro dia, com alguma dificuldade.

 

 

Palavras simples

 

 

 

 

 

São simples as palavras escritas p'la minha mão

Simples como simples é a Natureza

Palavras que todas as manhãs me dão a ilusão

de que o que escrevo é nascente de beleza!

 

Dou passos e habito sempre o mesmo lugar

Desajeitada, surpreendida dia a dia!

Fico como uma jovem sempre pronta a amar

E tudo o que em mim cabe é apenas alegria.

 

Deslumbrada, assim vou envelhecendo

As rugas ao rosto me vão chegando

Não me deixando vencer, vou vencendo

 

Procuro alívio nas palavras que escrevo

Simples, simples como quando estou amando!

e é assim que à Vida dou o que à Vida devo!

publicado por rosafogo às 17:15

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