Sábado, 27 de Junho, 2009

LEMBRAR  os amigos que ainda queiram visitar o concurso a decorrer no blog aldeiadaminha vida, que o façam, porque está mesmo a fechar a votação.Conheçam a minha aldeia pelas imagens num dos posts colocado mais abaixo aqui no meu espaço.

 

 

 JÀ SAÌRAM OS RESULTADOS SOUBE HÀ POUCO. FELIZ É COMO ESTOU AGORA!

 Esta imagem é da Nª Sª da Vitória, que se encontra na igreja da minha aldeia, retirei dum Blog Lapense, espero que este amigo não se zangue comigo, mas achei linda, foi neste altar que depositei o meu ramo de noiva.

 

Fiz do vento o portador das minhas palavras, espero que o eco se faça ouvir!

 

A todos os amigos, enviei um abraço, desejando  sejam felizes, aproveitem o Sol e tudo o que a Vida lhes possa oferecer neste fim  de semana, para aliviar a tensão duma semana

fatigante que passou e para aguentar o esforço  d'outra que está a surgir.

 

Eu aqui estou, na aldeia, ouvindo os queixumes das minhas rosas, que quase morreram com o calor, dos dias em que o termómetro subiu na aldeia aos 43 graus.

 

Nem sei muito bem, como vai sair hoje este poema, se calhar um pouquito triste, mas já é habitual, não levem a mal.

 

 

 

Recados da Alma

 

 

Esqueci o riso, caminho agora sem ele

Sigo com força, afasto maus momentos.

Mas o tempo?! Este, não me deixa esquecer dele!

É tempestade que arrasa meus pensamentos

Um dia me quero bem, logo triste me quero mal

Sou como um malmequer... cujo desfolhar é fatal.

 

Horas infindas, que passam bebendo do meu pensar

Sorrindo de mim, coitada! Passando p'lo meu penar!

Desta idade de onde venho, chego de passo apressado

Na bagagem, trago sómente comigo, um sonho livre

E um turbilhão de emoções, em desacerto, ameaçado.

Mas no meu coração, a ternura ainda vive!

E trago ainda no rosto a cor rósea da infância

E no olhar, um débil fio de luz,  cuja claridade

Me faz sentir, voando, solitáriamente na distância.

Mas hoje, tenho comigo a companhia da saudade

 

Nesta fatia de tempo que me resta para andar?!

Embora o silêncio, seja maçico, me dá tranquilidade!

E as ideias, urgem no tempo, a apanhar o seu lugar.

Na quietação, crescem sentimentos em espontaneidade

Renasce nesse meu sonho livre a alegria!

Porque hoje?! Tenho a saudade por companhia.

Agradeço  a Deus tudo o que tiver de vir!

Ensaio de novo o sorriso e trago a mim a harmonia.

Hoje, as palavras são frágeis, são  quietude no meu sentir.

 

Ah se pudesse na porta do tempo  pôr fechadura?!

Para trancar nele meus sonhos, ir sonhando amiúde

Neste meu apego á Vida, onde solto minha ternura.

Recados da alma, me  trariam a juventude..

 

 

HOJE ESTOU MUITO FELIZ!

Participei e obtive o honroso 3º LUGAR na votação com 35 votos.

ESTOU ORGULHOSA demais.

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por rosafogo às 22:32

Quinta-feira, 25 de Junho, 2009

 

Hoje venho só falar de AMIGOS.

Foi uma semana, muito boa com imenso carinho recebido de vários amigos, alguns que só por saberem que eu gosto muito de poesia, me enviaram os seus livros, outros porque, me elogiaram, dizendo que eu tenho muita força interior, outros que tiveram imensa paciência

para me aturar nos meus delírios e outros votando no meu humilde texto, sobre a minha também ela humilde terra. A todos eu deixo aquele abraço!

 

Este é o meu traço, feito no calor da amizade por um Poeta da minha terra PAULO CÉSAR, porque quem eu tenho uma grande admiração, ora leiam os meus Amigos e digam lá se não tenho razão em me sentir um princesa, ainda que, uma princesa do Povo.

 

 

Era belo demais, para ficar escondido, e esta Lapense quis trazê-lo aqui e homenageá-lo

com uma bela flor vinda da Polónia á espera de ser aqui colocada.

 

 

Vou chamar-lhe:

 

Simplesmente Loucura

 

Mulher, Lapense e Torrejana

Cidadã, Portuguesa, Ribatejana

Aurora, Praia, Campina e Serrania

Silêncio breve e tanta esperança.

Saudade, Mote, Rima, Dança

Ao Sol-Pôr adeus, ao alvorecer magia

por dentro Febre, por fora Sonho

Olhos de alcançar Lonjura

Mãos de afagar, Ternura

e algures a secreta emoção

que constrói a Poesia. Explosão

e Torrente e Desespero

e tudo o que nestas palavras não ponho...

mas que tanto quero!

 

Natalia

De nascer, Natal...

De viver, Futuro...

De sentir, Amor....

De morrer, jamais!

Natalia

Ou simplesmente...

Loucura!

 

 

De sentir, muita amizade por ti ( acrescento eu) Poeta , para ti um abraço.

 

 

Agora vou descrever o nome dos livros que me foram oferecidos e o nome dos seus autores.

 

AlentejoDoceCanto de Maria Florinda Santos Marques

 

Suspiros de Casimiro Costa

 

podiamsermais de Carlos Peres Feio

 

A todos o meu agradecimento

 

 

 

 

 

 

 

sinto-me: Feliz
publicado por rosafogo às 00:08

Domingo, 21 de Junho, 2009

Meus Amigos já viram as imagens da Minha Aldeia, colocadas no post um pouquinho abaixo deste? Vejam como são lindas e não esqueçam: está a decorrer o concurso no BLOG aldeiadaminhavida, podem votar no que gostarem mais.Obrigado pela vossa atenção.

 

Este mimo, foi-me oferecido pelo amigo do Blog UMBREVEOLHAR, de quem me considero muito amiga e fico feliz sempre que se recorda de mim. Grata ao Carlos!

 

 

  

Uma ser humano se tem amigos, nunca está só, há sempre um  amigo por perto!

Não tenho metas defenidas, esta idade já me concede que eu vá fazendo, sem me preocupar se é para hoje ou amanhã. O meu desejo é tão sómente dar-me aos amigos através da poesia, em amizade, do mesmo jeito que eles se entregam  nas palavras aqui deixadas.

É uma necessidade de aprender com eles, de ouvir o que têm a me dizer, é muito agradável este encontro de palavras.

Ás vezes complicamos demasiado a Vida e com coisas bem simples podemos encontrar tanta felicidade, como por exemplo, quando deixamos um recado a um amigo, ou deles o recebemos.

 

Não Quero

 

 

Meus cansaços já me pesam!

Trazidos p'lo caudal do tempo, serão castigo ou ameaça?!

Estas LEMBRANÇAS que em mim rezam

São suspiros de esperanças, para que a esperança renasça.

Não são inventadas, não. São verdadeiras, vigorosas!

E nesta Vida que já de mim abdica

Lembranças, são pétalas perfumadas de rosas.

Na memória, tanto labor, como cansada fica!?

 

LEMBRANÇAS entrelaço-me nelas, faço delas minha morada

São lição aprendida, que não quero esquecer!

São devaneios meus, encontros que me deixam ainda enamorada.

Ou são teias fatais, onde me deixo prender.

 

Porque meus cansaços, já me pesam!

Atormentam-me, são feridas difíceis de cicatrizar

E as lembranças de encontro ao tempo, me revezam.

No envelhecer, em que a Vida, me ficou a olhar.

Mas, hoje sinto-me perfume, espalhado no ar.

Sinto o meu murchar a reverdecer.

Mesmo com o intruso do tempo por mim a passar

Não quero! Não quero, quem sou, deixar de ser.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Sexta-feira, 19 de Junho, 2009

 

 

Este prémio tem uma luz brilhante, de paz e de amizade entre dois amigos: Eu, ROSAFOGO e o meu amigo do BREVEOLHAR . Amigo sempre gentil! A minha gratidão profunda.

 

 

 

Hoje a minha liberdade é maior, passei a tarde, apesar do calor intenso, a tratar das minhas flores e consegui libertar-me d'alguns pensamentos adversos. Recebi um presente  dum gentil amigo, o seu livro de poesias  SUSPIROS,  que vou adorar ler.

Também uma poesia

de sonho d'outro amigo poeta « PAULO CESAR » que é meu  conterrâneo.

Claro que estou feliz com toda a amizade aqui consquistada, com todos os meus bons e queridos amigos (as), estou quase de mãos vazias, sem nada para vos compensar desta amizade, mas tenho para vos dizer que a minha por todos vós , não é menor!

 

 

A magia da noite

 

 

Afundo-me nos silêncios da noite, que ocultam segredos

Na noite a magia é grande e penetra na alma

Nos recantos da minha imaginação, rondam medos?!

Meus olhos estão vivos no negrume desta noite calma.

Vou distraindo o silêncio, assim cumprindo uma missão

Para quê fabricar medo no meu espírito?!

Volve a mim, o alívio, duma estranha sensação

Que no meu íntimo parecia um render esquisito.

 

Mas este silêncio, também me dá tranquilidade

Então deixo-me voar sem destino certo!

E nesta paz, em tão grande liberdade?!

Já a noite se vai e o dia está por perto.

Tenho a minha voz como companhia, ao ouvido

Nesta noite de silêncio que acabo de atravessar

Teço com ela um sentimento estremecido

Porque é nela que a minha alma vem despertar.

 

Ora emergindo da escuridão, ora mergulhando

Trago novo sentimento de esperança a madrugar

Que é como borboleta  em paz esvoaçando

Com que eu queria o Mundo apaziguar!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Segunda-feira, 15 de Junho, 2009

Mimo da minha querida Poeta Mªa João do

BLOG POETAPORKEDEUSKER, obrigado amiga pela gentileza.

 

Como leitora daquilo que escrevo, humildemente atrevo-me a dizer que gosto muito, mas nem assim a insegurança é menor, sempre com medo de aqui colocar a poesia.. É como se aqui fosse uma sala de teatro onde eu  sou  o actor  representando o papel de poeta, exigindo  de mim que não falhe .Como leitora noutras paragens, emociono-me com o que leio, acho sempre maravilhoso, porque a poesia para mim é magia. Pergunto será que

a insegurança é defeito de se ser poeta?! Também aos poetas, peço desculpa por me considerar um deles.

 

 

 

Regresso sempre ao poema

 

 

As palavras vão nascendo sem destino

Companheiras constantes na noite que dura

Saem prodigiosamente da minha boca e são mimo

Que eu semeio e colho com ternura.

Irradiam luz, são claras como água!

Ajustam-se ás alegrias e ás tristezas

Dizem não haver só felicidade, também mágoa

Acompanham-me nos dias felizes e nos de incertezas.

 

De insónias e do silêncio, são surgidas

Da erosão da memória, que já se aquieta.

Do santuário do meu íntimo saem polidas

Palavras mágicas sonham poesia e o poema é sua meta.

Nelas já não ouço a toada do meu canto

Nem vejo a alegria do meu olhar

Ao rio feito saudade entregaram meu pranto?!

Ás montanhas o meu eco foram levar?!

 

Misteriosa  pandora que  trago comigo

Obsessão, que teima em não desarredar e me alucina

Caixinha, pronta a guardar o tempo que é meu inimigo

Também a coragem, sem coragem  que é minha sina.

Regresso sempre ao poema, como se fosse meu cais

Aqui neste lugar, de parir poesia na despedida

Já ouço os trovões, mas apesar dos temporais!?

Farei com que o barco, volte sempre ao ponto de partida! 

 

publicado por rosafogo às 15:58

Sábado, 13 de Junho, 2009

 

Dia a dia me empenho em me sentir  bem, mas que é uma luta, lá isso é!

Nem sempre depende de nós o nosso bem estar ás vezes também depende dos outros.

Há dias em que o Mundo nos cai em cima, e é difícil, voltar a sorrir, a vida impõe, exige e a capacidade de resposta  já não é a mesma, surge o desencanto, a ausência de vontade,

e fica-se numa intranquilidade, difícil de controlar. Mas um dia não são dias, logo volta a segurança e a animação, só é preciso ter um pouco de fé.

Sem dúvida hoje estou em dia NÃO.

 

 

Rastro

 

 

Olho o rastro deixado pelo meu rosto

Ele  me recorda, o que um dia fui

Quem me roubou o brilho?|! Onde foi posto?!

Porquê? Se o sangue ainda nas veias flui!

Foi apenas uma vertigem, um momento vazio

Não quero ser testemunha, isso me pesa!

Meu coração é um precipício, onde há frio

Na minha mente, apenas a rima infinda duma reza.

 

Atravesso a noite num labirinto sem rumo

Onde ficou meu rosto, que só o rastro vejo?!

Queimou numa fogueira e só resta o fumo?!

E agora sou só este olhar, onde sobejo?!

Mas estou viva e sou realidade

A prová-lo está este rosto que desconheço

Que é bem a prova da minha hostilidade

Nele me consumo  e sempre tropeço.

 

Deixem que eu grite a minha tristeza!

Afogue nela a minha solidão

Me perca no labirinto da incerteza

Onde este rastro, já é só recordação.

 

 

 

 

 

 

sinto-me: insatisfeita
publicado por rosafogo às 00:08

Quinta-feira, 11 de Junho, 2009

 

 

 

 

 

 

 

 

LEMBRO AOS AMIGOS

 

No post anterior poderão observar o meu trabalho sobre a Aldeia da Minha Vida, com o qual concorri.

 

Como podem votar, no texto qua acharem melhor:

 

O Site: http://aldeiadaminhavida.blogspot.com, e o regulamento para votação já iniciou e decorre até ao dia 28 deste mês.

 

Só contabilizam os votos com a seguinte frase:

 

Eu voto no texto (....) da autoria de (....) assinado (identificação do votante: nome do blog ou

e-mail).

 

Eu Natalia Canais Nuno, concorri com o texto chamado LAPAS, que é o nome da minha

aldeia, se nele quiser votar - é só CLIKAR e VOTAR.

 

Natalia Canais Nuno

Orquideanegra.blogs.sapo.pt

 

 

 

 

 

Esta é a Igreja da Sª da GRAÇA onde fui baptizada e onde casei, em Dezembro de 1966. Situada do lado esquerdo ficava a escola que frequentei, até á quarta classe, neste adro, brinquei e tive uma infância feliz, nele assisti ás festas de Agosto, onde havia sempre uma procissão com a Sª da Vitória, a banda da aldeia e também as raparigas desfilando, com as fogaças á cabeça cuja venda depois revertia a favor da paróquia. Á noite havia, foguetes e banda a tocar. O povo, era vê-lo feliz, esquecendo o pouco que tinham, a falta de liberdade em que viviam e o analfabetismo de que eram vítimas. Mas relembro que o Sol tinha mais brilho, a cadência do bater da chuva nas vidraças era melódica,o rio tinha peixe, os pássaros eram felizes debicando a fruta madura das hortas,

e as crianças viviam despreocupadas, apesar da pobreza. Pés descalços no Verão e Inverno, o frio se aguentava com a roupa de Verão, e a comida?!

Bem essa, se me lembro bem, um pouco de azeite e açucar no pão remediava a falta de manteiga de que nenhum de nós ouvira falar, e era depois a sopa geralmente de feijão e ao deitar uma tijela de café de mistura ou cevada feito na cafeteira ao lume das brasas, com pão de milho (a chamada broa )esfarelada ,dentro do mesmo. Comia-se rápidamente para encontrar no fundo da tijela um pouquinho de açucar, que era o nosso regalo. E lá íamos quentes para a cama, de colchão de palha de milho e cobertor de papa, quem o tinha claro.... tomávamos banho no rio de águas claras, onde lavávamos também a roupa. Á tarde lembro-me do sino tocar as Avé-Marias, e também me recordo da minha avó saber as horas pela sombra que o Sol provocava na parede da casa. Á noitinha como não tínhamos rádio e a televisão nem se sonhava, sentávamo-nos á porta ao fresco, a criançada atrás dos pirilampos e os adultos simplesmente descansando das canseiras, do cavar, do ceifar, do malhar, joeirar, regar, etc. Existia a confiança na palavra, as fazendas, passavam de  um para outro dono só com a palavra não existia a necessidade da escritura.Bem vistas as coisas me parece que as pessoas tinham valores morais  ou sentimentos, que caíram em desuso. Estas palavras,

tantas vezes ditas aos meus netos e tantas vezes estes factos me vêm á memória,mas mesmo assim, não me canso de os recordar.

Não tenho muito jeito para prosear, mas isto é apenas um recordar, ao jeito dum desabafo que o coração solta.Sou de natureza emocional, solto uma lágrima só de ver o sol-pôr, ou um ribeirinho a correr, pouco mais preciso para ser feliz, apenas ter saúde e poder contar com a amizade dos verdadeiros amigos.

 

 

 

 

 

 As florinhas brancas deste simpático raminho foram um mimo do não menos simpático amigo do Blog Planeta do Sol.

 

 

sinto-me: Saudosa
publicado por rosafogo às 19:11

Segunda-feira, 08 de Junho, 2009

                    LAPAS

 

            A minha aldeia, é uma das freguesias da cidade de TORRES NOVAS, situa-se a 2 quilómetros desta cidade e chama-se LAPAS.
Assim chamada, porque assenta em cima de grutas (lapas), dizem os historiadores terem sido escavadas pelos Cristãos para se esconderem dos Romanos, mas também outros dizem que já são do tempo dos Mouros.Estas grutas tornaram-se um sítio misterioso, do qual surgiram muitas lendas.
A aldeia tem a Igreja da Nª. Sª. da Graça « que é a padroeira», a igreja foi edificada no ano de 1550, o povo é muito devoto.
No passado a economia baseava-se na agricultura, mas hoje é baseada essencialmente no comércio e na indústria devido á evolução e ás fábricas agora existentes.
Mesmo assim o seu chão, ainda dá bom pão, azeite, vinho e os famosos figos que se vendem secos. A minha aldeia é banhada pelo rio ALMONDA, que com ela namora em noites de luar, entrelaçando-a em seus braços, murmurando-lhe o seu Amor, cantando-lhe melodias em belas quedas de água, vizinhas dos velhos moinhos, e dá-nos ao olhar belas imagens de azul e verde, que ao fotógrafo ou ao poeta, sempre ajudará na sua obra.
Que mais dizer?! Que é linda ! Suas ruas, são pequenas ruelas estreitas, onde as crianças do meu tempo corriam descalças e eram felizes!
É de facto a aldeia da Minha Vida, hoje só a visito. Dela saí com 18 anos, mas nunca ela me saíu do coração, agora quando dela me dispeço, o coração bate
mais lento e o olhar humedece,É bela, vale a pena a visita!

E é linda a minha aldeia
E por mais que me invejem
E até a achem feia!
Não há outra assim igual
Meus olhos por ela enternecem!
É a mais bela de Portugal.
Á Srª da Graça
Talvez a beleza ela lhe deva
Hoje quem por ela passa
Não sai, sem que da sua água beba.

Este dito do último verso sempre o ouvi da boca dos nossos antepassados.

LAPAS
Freguesia de TORRES NOVAS
RIBATEJO

Á MINHA ALDEIA

Minha aldeia
Tens a doçura do tempo ído!
A beleza que afaga e ateia
Meu olhar por ti enternecido!

Trago ao poema este amor por ti
E na memória, ainda aquela menina
Que te ama e sempre te sorri
Quando a ti volta como eterna peregrina!

Deixa, deixa que te ame assim?!
Meu espelho de água meu amor meu Céu!
Em ti nasci, cresci e és para mim!
A chave deste segredo, que é só meu e teu.


Dedicado á minha aldeia - LAPAS-

Natalia Canais Nuno
As fotos foram adquiridas através da internet.

Querida amiga, agradeço que faça a postagem no seu Blog, que eu farei no meu dia nove, conforme regulamento.
Obrigado por toda a atenção e parabéns pela iniciativa.

 

 

 

 

 

Atenção Amigos:

Este trabalho, encontra-se postado no Blog com o nome: aldeiashistoricasdeportugal.blogspot.com  a partir do dia 9/06.

Há vários textos a serem avaliados, daí que seria óptima a vossa visita, pela minha parte deixo já aqui o meu grande agradecimento.

 

 Hoje dia 9 , estarei ausente, por motivos familiares urgentes, por este motivo ,são duas da  manhã , no meu relógio e sou obrigada a postar,  sob pena de não conseguir fazê-lo mais.

Apesar da hora,  como iniciei o trabalho ás 22 horas do dia 8 , verifico que saíu  com essa data.

Nada a fazer, os meus agradecimentos, aos que me deram força, para que este meu sonho se realizasse.

  

sinto-me: Contente
publicado por rosafogo às 22:02

Sexta-feira, 05 de Junho, 2009

 

 

 

E eu pergunto-me se alguma vez, fiquei satisfeita com alguma coisa feita por mim?!

E a resposta é NÃO! Levo décadas a querer acreditar, que como qualquer outro ser, também

tenho algum valor, mas sempre me surge a mesma inquietação a mesma dúvida. O problema é que mesmo assim não desisto, e depois coloco-me sempre perante a mesma situação. É como se houvesse um muro p'ra saltar e eu fugindo ao salto, acabo sempre por saltar.

Então estou sempre: Salto?! Não salto! Claro que salto! Tudo é possível se a decisão é nossa, penso eu!? Mas que conversa louca  é esta hoje?

 

 

DE MIM

 

 

Fico sem palavras e parto no tempo

Como quem se desprende do Mundo

A saudade é sombra onde me sento

Neste chão, que com lágrimas fecundo.

E vivo eu como se  em silêncio sepultada

Numa quietude que adormenta meu sono

E a minha verdade é teia  emaranhada

Já nada desejo ser!  Apenas me abandono.

E nem sequer já sei da minha idade!

Ou se permaneço ainda nas minhas raízes

Na moldura do tempo, deixo só a saudade

Dos dias vagarosos e felizes!

 

E é já tão grande a distância a que me encontro?!

Que é como se a Vida , tudo me furtasse

Ou me levasse a este desencontro.

De mim. E me condenasse!

Mas já não quero, nem sequer lembrar

Nem meu coração vagabundo, quer saber!

Se algum dia, Amor lhe quiseram dar

Ou se escancararam apenas o meu ser.

 

Rumarei, no tempo ,numa viagem que perdura

Só assim meu coração se aquietará!

E nesta  viagem, encontrarei a cura!?

De novo o Sonho, minha mente povoará.

 

 

Numa noite em que o sono  me abandonava, andei  por aí!

Encontrei um Blog com poesia que fui lendo, sem parar... bela,  e que por sinal é também dum Torrejano e chama-se  o BLOG -  PAULO CÉSAR -  No Chão de Água, por ser tão bom

recomendo aos meus  amigos uma visita.

 

O mimo que acabei de colocar, foi-me oferecido pelo Carlos Borges do Blog umbreveolhar

amigo que muito prezo e que teve  a gentilza de se lembrar de mim, obrigado!

 

É como que um desafio, em que terei de confessar cinco coisas que gosto de fazer, colocar o selo, desafiar 10 blogs o que para mim é difícil, mas vou tentar alguns, e informá-los.

 

Eu tenho tantas coisas que gosto de fazer?! Mas vou então nomear cinco:

 

1 - Viajar ( mínimo 3 vezes no ano para fora) agora com um pouquito de medo do avião.

 

2 - Ler (devorar livros)

 

3 - Escutar boa música no silêncio até sentir arrepios!

 

4 - Fazer Poesia ( a medo), receio sempre que só eu a entenda.

 

5 - Cantar (já não sai como aos 20 mas... ainda me divirto e alegro os demais).

 

Agora os desafiados:

 

Anna, Estrelinha, Monik@, Tibéu,Fisga,Miguel Beirão,Emanuela, CasimiroCosta e Ana.

 

 

 

publicado por rosafogo às 23:09

Terça-feira, 02 de Junho, 2009

Este mimo foi-me oferecido, pela amiga Maria João do Blog

POETAPORKEDEUSKER, é mesmo muito gentil, uma amiga de OURO.

 

Andava por aí a tentar ver alguns blogs da minha aldeia ou proximidades, querendo ver fotografias, mas não achei. Entretanto achei sim poesia muito boa, onde perdi parte da tarde rendida ao encanto das palavras.Não sei se mereço mas adicionei como amigo, pois dar-me-á pelo menos o prazer da leitura. Tenho pena de não ter fotos recentes da minha aldeia para poder concorrer a um desafio que se encontra no blog do meu amigo Carlos Alberto «umbreveolhar.» Seria óptimo concorrer com uma poesia, áquela bonita aldeia das LAPAS.

 

 

Para que quero ser?

 

 

Para que quero  ser?

Aquilo que já não sou?!

Se sou apenas o resto, por acontecer!

A cinza, o silêncio, a  que a Vida me votou.

Seca a memória há muito vencida

Vou apenas adiando a Vida!

Esperança?! Soltei da mão!

Mão vazia, onde só cabe a solidão.

 

Os sonhos há  muito perdi!

A vontade onde está, que não a senti.

Já não sou eu!

Sou só o passado, que me aconteceu!

Sou o peito, onde já não bate nada!

Sou a morte, mil vezes adiada!

Existo, como uma lágrima teimosa

Existo com espinhos como qualquer  rosa

Mas na Vida sou já Outono, que não se detém

Cumpro a sina, que não quiz mais ninguém!

 

Sou a história, na qual mil vezes tropeço

Nada sou, já mal me conheço.

Serão sinais de loucura?!

Ou saudades do meu Eu, na lonjura?!.

Para que  quero  ser?!

Aquilo que já não sou?

Se sou apenas o resto por acontecer!

A cinza e o silêncio, a  que a Vida me votou.

 

 

 

 

sinto-me: Amarga
publicado por rosafogo às 18:33

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