Quinta-feira, 11 de Dezembro, 2008

Hoje não penso nada, estou ausente, como o Sol. É assim , a Vida tem pés de barro um dia

inteirinha, outros quebrada.

 

Maré da Vida

 

Sinto-me tão longe, como frio astro

Esqueci  até o  som da minha voz!

Tenho o corpo inerte, caído como mastro

dum velho navio, encalhado na foz!

 

Vazia de lágrimas e de memória

Perdida num silêncio e já sem nome

Só no rosto!? Aí se lê a história!

E os dias?! Tantos que não há quem some!

 

Dos meus olhos cegos, rompe a água

Cegos dum silêncio bem presente

Ante um futuro que adivinho de mágoa!

 

Estalam ma minha mente violentas

emoções que esqueci de viver. Fico ausente!

Só! Como estas palavras que me saiem lentas.

 

publicado por rosafogo às 21:27

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