Quinta-feira, 05 de Fevereiro, 2009

Tanta àgua na cidade! Foi-me enviado gentilmente um poema do poeta Jose Gomes Ferreira, que eu não conhecia mas que apreciei muito.

No quarto verso diz, referindo-se à chuva «está a cair pão». Então veio-me à lembrança, quando era pequena a gente da minha aldeia quando chovia perto das semeaduras, dizia que a chuva era «como pão para a boca» e depois se viesse sol de seguida era «oiro sobre

azul» era a antevisão duma seara dourada sob um céu azul de Verão. A chuva é sempre bem recebida no campo, mas na cidade assim tanta, causa alguma ansiedade.

 

Uma taça de recordações

 

Tenho uma taça de recordações

Onde vou beber, quando chega a saudade

Então choro,com o peso do tempo e das emoções

Entre um sonho e a minha realidade!

E o presente, insiste sempre em que regresse

Quer  ter-me neste futuro a abrir

E todo o meu ser estremece

Fico alheia, sem vontade de lá, partir

Que importa um futuro sem sentido?

Ou um presente que é chão cansado?!

Se o coração bate no peito dorido

E o meu sentir é um campo que não foi lavrado.

 

 

 

 

publicado por rosafogo às 00:22

Gostei particularmente deste seu poema. O peso das recordações e da saudade sobre a vida presente, o sonho e a realidade, o passado e o presente, a vontade, o desistir e o resistir. Mais uma vez a coragem de referir a dualidade e ambivalência que é existir, que é viver. Beijinhos, volto em breve.
teladosentir a 5 de Fevereiro de 2009 às 17:14

É exactamente como comenta. O passado é longo , deu-me muitos dias felizes, de sonhos de alegrias, mas também me trouxe alguma desventura. O presente é o que sabe, o gosto de ir fazendo um pouco o que se gosta e o futuro de tão
misterioso uns diaa se encara com naturalidade outros com sofrimento p'lo que acabará por surgir. Mas hoje estou deveras feliz porque recebi mais uma vez as suas palavras que me ajudam muito a suportar a insatistação dos meus dias.

Um ramo de violetas para si

rosafogo a 6 de Fevereiro de 2009 às 17:31

Tenho andado um tanto arredada e sem vontade de escrever até mesmo um comentário. Isto significa que a tenho visitado regularmente embora não assinale a minha presença. Já lhe tenho comentado os poemas, nunca me referi à prosa introdutória. Aproveito para lhe dizer que deixa aí uma outra forma de poesia. Quanto ao poema de hoje gostei mmmuuiittoo!
Força, um abraço da Maria de Jesus
Juja a 6 de Fevereiro de 2009 às 18:47

Fico feliz que tenha gostado do poema e gostei de saber a sua opinião acerca do pedacinho de escrita que me atrevo sempre a colocar antes de postar a poesia, porque eu nunca faço nenhum rascunho e sai assim natural, e nem sempre muito completa. Sabe eu gosto muito de escrever sobre coisas da minha meninice e sinto-me sempre tentada a fazê-lo mas penso: quem pode achar graça a isto? E então às vezes desisto.

Obrigado pela força
Um beijinho e uma rosa bem vermelha,num solitário transparente e bonito como a amizade
rosafogo a 6 de Fevereiro de 2009 às 21:32


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