Terça-feira, 12 de Maio, 2009

Um mimo do amigo

do Blog Planeta SOL- Obrigado

 

 

Todo o dia me divido em alegria e tristeza, ora assaltada por uma ora por outra. Hoje sinto o mundo a palpitar á minha volta, mas o meu pensamento está para além...   surgem os medos que pouco têm a ver com o poema que vou postar, têm mais a ver com as vidas incertas, demasiado vazias, tão sem planos, daqueles que me são directos. E então surge uma sensação de frio, onde eu não consigo fazer crepitar o lume que teima em se apagar.

Tudo isto já por causa da malfadada crise.

 

Não sei nada de mim! Ai de Mim!

 

 

Não sei nada de mim! Ai de mim!

Já não ouço nem o som dos meus passos

Estou em queda livre, vou chegar ao fim

E a Vida já é feita de cansaços!

Olho para trás, já tudo é miragem

Pareço faroleiro, olhando tempestade

Subi ao cimo, a Vida foi passagem

Sou agora, um mar encapelado de saudade.

 

Não sei nada de mim! Ai de mim!

Perdi o leme!? Como foi que aconteceu?!

Rude esta viagem a chegar ao fim

Perdi o tempo ou foi ele que me perdeu?!

Fiquei com a vida envolta em bruma traiçoeira

Tristeza me foi deixada em testamento

E aquela  coragem, aquela  esperança, a derradeira

Está ausente,!Perdi o sonho, perdi o momento.

 

Não sei nada de mim! Ai de mim!

Cresce  cá dentro uma saudade infinita

Como foi que aconteceu e se fez negro assim?!

Se ainda há pouco havia uma paz bendita.

 

Surge-me agora a distância mínima do fim!

Não sei  nada de mim! Ai de mim!

 

Sou uma frágil sombra no Mundo

As veias que ainda vivem, pressentem o abismo

Obscuro, inimigo, meu inimigo profundo.

E eu  que nada sei de mim ,cismo!

Fico sentinela disposta a vigiar

O tempo turbulento, que em meu coração habita

Que me ameaça destruir, arrastar

Mas que a minha palavra, não aceita, nem acredita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sinto-me: frágil
publicado por rosafogo às 15:02

Olá amiga Rosa Fogo. Só hoje soube o teu nome ,creio. Tive que ir ver se já tinha comentado este post. Porque a minha cabeça já não é o que foi. E vi que alguém te chama de Natália, que lindo nome, Natália – Natalidade - Inicio de vida. Quanto ao post. É lindo, É o teu grito de Ipiranga, ao olhares para trás, talvez quem sabe, em busca do passado com saudades, e com pena em alguns casos. Em suma é o grito que de uma forma geral, todos gritamos um dia. Gostei muito parabéns. Um beijinho Eduardo Gonçalves.
Fisga a 14 de Maio de 2009 às 14:57

Olá Eduardo

Já tinha dado pela tua falta, mas pensei que talvez não andasses muito bem e que estivesses a recuperar e a descansar um pouco.Todos temos momentos menos bons, comigo é mais a preocupação com a vida desta gente nova, e os seus problemas com os empregos, que hoje são como tu sabes duma precaridade que faz confusão.
Pois é meu nome é Natália que tem a ver com o ínicio de vida como bem dizes.
Agradeço as tuas palavras simpáticas como sempre e ainda bem que gostáste do poema.

Um beijinho, até quarta-feira, desta vez vou a Lourdes, cumprir uma promessa.
rosafogo a 14 de Maio de 2009 às 17:27

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