Sábado, 13 de Junho, 2009

 

Dia a dia me empenho em me sentir  bem, mas que é uma luta, lá isso é!

Nem sempre depende de nós o nosso bem estar ás vezes também depende dos outros.

Há dias em que o Mundo nos cai em cima, e é difícil, voltar a sorrir, a vida impõe, exige e a capacidade de resposta  já não é a mesma, surge o desencanto, a ausência de vontade,

e fica-se numa intranquilidade, difícil de controlar. Mas um dia não são dias, logo volta a segurança e a animação, só é preciso ter um pouco de fé.

Sem dúvida hoje estou em dia NÃO.

 

 

Rastro

 

 

Olho o rastro deixado pelo meu rosto

Ele  me recorda, o que um dia fui

Quem me roubou o brilho?|! Onde foi posto?!

Porquê? Se o sangue ainda nas veias flui!

Foi apenas uma vertigem, um momento vazio

Não quero ser testemunha, isso me pesa!

Meu coração é um precipício, onde há frio

Na minha mente, apenas a rima infinda duma reza.

 

Atravesso a noite num labirinto sem rumo

Onde ficou meu rosto, que só o rastro vejo?!

Queimou numa fogueira e só resta o fumo?!

E agora sou só este olhar, onde sobejo?!

Mas estou viva e sou realidade

A prová-lo está este rosto que desconheço

Que é bem a prova da minha hostilidade

Nele me consumo  e sempre tropeço.

 

Deixem que eu grite a minha tristeza!

Afogue nela a minha solidão

Me perca no labirinto da incerteza

Onde este rastro, já é só recordação.

 

 

 

 

 

 

sinto-me: insatisfeita
publicado por rosafogo às 00:08

AO LER TODA ESTA RIQUEZA
ESCRITA EM TOM TÃO MEIGO
FICO COM UMA CERTEZA
AO PE DE SI SOU UM LEIGO



ABRAÇO
CASIMIRO COSTA
casimirocosta a 13 de Junho de 2009 às 09:13

Meu Amigo

Que agradável a sua visita
Com palavras de tanta franqueza
Mas quem lê sua poesia não hesita!
Volta lá, para ler, tenho a certeza.

Um abraço
Natalia

SENHORA QUE ADMIRO
SEU AMIGO CASIMIRO
COM CARINHO E EMOÇÃO
SEU LIVRO QUER-LHE OFERECER
SE O QUISER RECEBER
DIGA QUAL A DIRECÇÃO

Meu amigo

Não imagina a satisfação que o seu comentário me deu, é pra mim um prazer, receber e ler o livro do Amigo.
Eu li nalgum amigo comum, a existência deste livro, mas não me atrevi a falar-lhe nele porque pensei, primeiro consultar a amiga a fim de saber como consegui-lo, pois o dela , eu comprei aqui na internet directamente á Editora.
Sinto-me um pouco constrangida se aceitar o livro e não pagar, mas se o amigo faz questão, eu fico muito grata.
A direcção é a seguinte: Natalia Nuno- Prª Infante D. Henrique lote 4- 8º- Dto Infantado- LOURES 2670-360

Um abraço e mais uma vez muito obrigado pela gentileza
Natalia
rosafogo a 14 de Junho de 2009 às 15:14

OI Amiga Natália. O teu texto, é um misto de constatação, e de lamento. Ao olhar o passado, nota-se que não era esse o teu sonho global. Mas Minha Amiga. Se olhares à tua volta, encontras, muitas pessoas na mesma situação, é o fruto do jogo em que entramos ao nascer. E ainda é válido o ditado que diz, jogo é jogo, e para uns ganharem, outros têm que perder. É verdade, que não fomos consultados para entrar, Mas também é verdade, que podemos sair quando quisermos. Mas devemos orgulharmo-nos de preferir encarar a vida de frente, em vez de fugir. porque dos que fogem não reza a história. Parabéns, gostei. Um beijo e bom F. de S. Eduardo.
Fisga a 13 de Junho de 2009 às 10:36

Oi! Amigo Eduardo
Digo gentil amigo! Sempre dando uma força. Não consideres estas coisas minhas, lamentações... isto são momentos, que passam por todos nós, ás vezes mais tristes, outras nem tanto.Depois sabes como é a nossa preocupação com os mais novos, de vez em quando desatino. Também não sei escrever d'outra forma sempre a nostalgia me apoquenta um pouco, mas não é nada de grave.

Boa semana para ti amigo
beijo
Natalia

OI Amiga Natália. Não imaginas, como me sinto mais aliviado, pois fiquei mais apreensivo do que mostrei, porque como sabes não nos conhecemos muito bem, e por isso é sempre complicado, quando alguém de quem nós gostamos se mostra preocupado ou triste. Obrigado por me contares. Um beijo E bom dia de domingo. Eduardo.
Fisga a 14 de Junho de 2009 às 11:10


Amiga Natália,

Todos nós temos o nosso tempo, de meninos, de mais crescidos, e em cada fase da vida só podemos aproveitar o máximo do que a vida nos dá. Não há mais retorno e nosso espelho é bem a prova disso. Mas a vida continua e temos mesmo é de viver...

Beijinhos e Bom Fim de Semana
Alex
inoutyou a 13 de Junho de 2009 às 11:09

Olá meu Amigo

Uma surpresa muito agradável, ao abrir os comentários e verificar que ganhei mais um amigo. Fico feliz, também com as palavras certas, que vou procurar seguir, apesar da minha renitência em aceitar o que já é um facto.

Beijinho Alex e boa semana
Natalia
rosafogo a 13 de Junho de 2009 às 22:39

Amiga Natália:

Belíssimo poema, sofrido, de introspecção e questionando-se a si própria sobre o que foi e o que é o seu rosto, a sua alma, como a querer encontrar a resposta para as diferenças, no seu rosto, ou no rastro dele.
Natália, a vida é feita de fases, e cada uma que passa não volta mais atrás, nem com cosmética nem com cirurgias plásticas, nem com as nossas lágrimas ou tristezas, porque as mudanças, além do nosso corpo, dão-se também no nosso ser, isto é, no nosso íntimo, no nosso âmago, na nossa alma, se quiser, e aí tudo depende só, ou quase só, de nós, ainda que tenhamos ajuda exterior, mas temos de ter uma atitude de compreensão, de aceitação, e saber colher o bom que todas as fases da vida têm ou podem ter, se soubermos estar atentos e assim o quisermos. E quanto ao passado, não é necessário matá-lo de todo, como fazem muitas pessoas, pois ele pode servir para colher lições, para recordar ao menos o bem que teve, para nos servir de base de comparações várias, para nos identificar com tempos, lugares, pessoas, sentiimentos, dá-nos cultura, experiência vital ... Não podemos é deixar que entre passado e presente haja uma guerra, nem que seja uma guerra fria, isto é, silenciosa, para um anular o outro ou dar-lhe sofrimento. Ambos podem coexistir e dar-se mais ou menos bem ou totalmente bem. A nossa consciência, o nosso cérebro, ou a nossa alma, é que tem de os saber pôr na ordem.
Natália, tente viver, todos os dias, um dia de cada vez, com o se fosse tirar dele o maior proveito, e não tenha medo do passado nem do seu rosto, a vida não anda para trás, e tente de manhã, ao levantar-se, já ao espelho da casa de banho, sorrir para si própria, sem constrangimentos, como se fosse quase uma criança ... É difícil, mas tente ...


«Mas estou viva e sou realidade»:
um verso seu e todo positivo.
Nós somos vida e actualidade:
mistura de passado meio vivo
com o vivo presente a decorrer,
e temos de em nós os dois conjugar,
ambos necessários para viver,
sem um de todo o outro eliminar.


Um beijinho, Natália.
Mírtilo
Mírtilo MR a 13 de Junho de 2009 às 17:27

Amigo Mírtilo MR

Que clara leitura da minha poesia, obrigado, fico feliz que me compreenda.
Queria muito cortar pela raiz estes estados melancólicos, que eu sinto, que não são de agora, sempre tive este meu lado
mais frágil pode assim dizer-se, mas na poesia vou ser sempre assim. Por outro lado Por outro lado ainda ressalta em mim aquela rapariga alegre, que canta, passeia e se diverte!
É como diz o que seria lógico era aceitação da vida como ela se impõe, mas sabe meu amigo eu acho que ninguém consegue fugir a estes estados de alma quando se vê a perder, porque o que é lógico não entra é difícil de entrarna cabeça, torna-se difícil.
Mas vou concerteza aproveitar o máximo da Vida, mesmo com a dificuldade de enfrentar o espelho...mas vou começar a olhá-lo friamente.
Fico muito, muito grata pela visita e pelas sábias palavras que me deixa
Um beijo de amizade

Natalia

Amigo Mírtilo MR

Acabo de novo de ler o seu comentário e tive um imenso desejo de lhe dizer ainda o seguinte: eu ás vezes gostava de ser mais crescida, porque o aparecimento dos sinais de velhice são muito no exterior. Dou comigo a pensar,que em certos aspectos não cheguei ainda á fase adulta, daí ser compplicada a aceitação dum facto tão evidente como é a chegada da velhice. Estou naquel tempo em que rir, parece mal, cantar meu Deus é ridículo, chorar?! Porquê?! Parece mal a Vida tem destas coisas, por que choras?! Então eu, honestamente sinto-me jovem com uma vontade enorme de fazer certas coisas que aos olhos dos outros, pensam eles que já nada têm a ver comigo. É um pouco isto amigo. Obrigado por me
ouvir.
Um abraço de amizade
Natália
rosafogo a 15 de Junho de 2009 às 00:03

Peço imensa desculpa por algumas falhas na escrita do comentário que lhe deixei, é que hoje infelizmente, também
embora procurásse abster-me um pouco da dor, não consigo de todo, pois faz hoje um ano que a minha mãe nos deixou,
e mesmo sabendo que a Vida é assim é p'ra mim muito doloroso.

Um abraço
Natalia
rosafogo a 13 de Junho de 2009 às 23:04

Amiga Natália!
Logo hoje dia de Sto. António está "em dia não"? Pois é ainda não temos como escolher os dias... Terei muito prazer em a receber nos meus modestos blogues... Tenha um excelente Domingo. Beijos. António Silva
cateespero a 13 de Junho de 2009 às 22:11

É verdade meu amigo,pode crer que Sto.António é o meu Santo, o único!
Mas logo neste dia, o dia «Dele» resolveu levar-me a minha mãe faz um ano. Daí hoje estar um pouquito em baixo.
No entanto não quero deixar de lhe agradecer, a boa leitura que encontro nos seus espaços, onde me delicio sempre que arranjo um bocadinho silencioso, geralmente na noite para os visitar.
Grata pela simpatia e uma boa semana também para o amigo

Um abraço
Natalia

rosafogo a 13 de Junho de 2009 às 23:13

Rastro! O que vai ficando, a marca, o sinal de que se passou por ali… A vida é uma jornada e poder fazê-la é um privilégio… O rastro e a etapa a que se chegou, importam muito, mas sobrepõe-se-lhe a maravilha de existir para continuar a jornada.
Sempre bela e sentida a forma como se expressa em poesia.
Um beijinho amigo.
Maria de Jesus a 14 de Junho de 2009 às 23:40

Olá MªJesus

Tenho estado a ver se me concentro, porque estou sempre com medo de não responder a todos os comentários, mostrando assim indelicadeza, mas não tem sido fácil, porque ando um bocadinho com as minhas coisas desordenadas,
vamos ver se dou conta.

Obrigado, pela sua apreciação, sempre me deixa palavras amigas, obrigado.

Mas:
Não vou dizer que não me dói!
Na alma, trago a dor escondida
É real.Já todo o Sonho se foi.
E fico em mar de marés, perdida.

Um beijinho amigo para si e uma óptima semana, espero lá nos encontremos.

Natália

rosafogo a 15 de Junho de 2009 às 00:22

Quero sublinhar que se expressa igualmente bem em prosa.
bjs
Maria de Jesus a 14 de Junho de 2009 às 23:44

Agora me desculpe, Mª de Jesus, mas não concordo, a poesia trago-a entranhada em mim e sai-me naturalmente, está mais ao meu alcance, está diria nas minhas mãos querer transpôr para o papel as minhas emoções, o que sinto na alma
o que me apetece desabafar, mas a prosa é um pouquinho mais difícil e a dificuldade surge, porque sou ansiosa e inquieta
aí meto os pés p'las mãos como se costuma dizer. Mas cada um dá o que tem...

Um beijinho de amizade
Natalia
rosafogo a 15 de Junho de 2009 às 00:32

Não podia deixar de levar este poema lindo comigo.
beijinho
anna
tangerina a 15 de Junho de 2009 às 20:39

Obrigado
doce ANNA

Contigo vai em boa companhia
Vai de sorriso , feliz e vaidoso
Será pérola no teu colar de dia
E á noite esperará por ti ansioso

Beijinho
Natalia
rosafogo a 15 de Junho de 2009 às 23:51


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