Domingo, 05 de Julho, 2009

 

Hoje estou um pouco murcha, como esta flor que há umas horas atrás estava tão feliz, mas que o Sol não  poupou e já não consegui apanhá-la no seu melhor.

 

Quem não tem juízo, o corpo é que paga  e é bem certo este ditado popular.Mas, quem não experimenta, não sente a adrenalina, nem a liberdade que se tem andando sobre duas rodas. Às vezes paga-se caro, e depois tem de se aguentar as consequências.

Por um tempo ganha-se juízo, mas esquecendo... quem sabe?!!!

 

 

O poema que vou aqui deixar, fiz há algum tempo atrás, tinha na ideia melhorá-lo um pouco

mas acho que se ele nasceu assim é tarde para o modificar, e eu tenho medo que fique mais triste ainda.

 

Átomo perdido

 

Meu rosto enrugado é mapa da minha vida

Vida que pulsa num mito de esperança

Esperança, que surge do nada e se esvai perdida

Perdida, deixando-me desvalida, como pobre criança.

Criança, cuja imaginação é feita de sonhos e quimeras

Quimeras que esboçam este frágil poema de liberdade

Nesta memória que recua até outras primaveras

E que me deixa numa incomensurável felicidade!

 

Mas é quase sempre a angústia, que ganha terreno

E logo me deixa barco desfeito em tempestade.

No silêncio das minhas noites o coração fica sereno

E é testemunha presente, quando me assola a saudade.

Sinto o que resta de mim um átomo perdido

Sinto-me réstia dum dia a chegar ao fim

Sinto-me, resto dum futuro esquecido!

Liberto meu grito, para que a Vida não esqueça de mim.

 

Quantas incertezas no meu pensamento

Solto as minhas esperanças aqui e agora

Nesta procissão de palavras, deixo meu lamento

E parto á procura dum novo dia, duma nova aurora.

Eu que fui terra semeada, sou agora terra devastada

Mas como posso lutar, contra a corrente?

Dou livre curso às lágrimas se me sinto malfadada

Deixo ao destino o rumo e sigo em frente.

 

Meu rosto não sabe, nem vai jamais lembrar

O espelho que o namorou e na distância já se vai

Ilusão fugaz, é agora remanescente que o vem sossegar

Também, um resplendor finjido, como a vida que se esvai.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por rosafogo às 23:50

Bom dia Natália,
Bem me parece que tenho que te "castigar"...
Ficar velho não é a mesma coisa que envelhecer! Envelhecer é saber que o tronco mirrou, é senti-lo mirrado, mas que, ainda assim, nos ramos continua a nascer e crescer a rama, que inunda de verde e cria sombra, que dará flores e há-de vergar do peso dos frutos. É sentir que, no âmago do tronco, a seiva continua liberta e libertina a correr e a inundar o tronco corroido e os ramos lançados, como braços, aos humores do tempo e da vida.
Ser velho... é morrer na vida, a deixar que a vida passe ao lado e a reclamar do que se viveu e do que, tanto, ficou por viver!
Por favor envelhece, calma e desconcertante... E se a moto for a forma mais rápida de viver o tudo que ainda te espera, então acelera até que o vento doa e o frio seja cortante na pele crestada e enrugada pelo tempo. E as rugas são, podes crer, a beleza maior do ser humano, e os velhos (não idosos, que é coisa de politicamente correcto) as mais belas criaturas que o mundo tem, a par das crianças!
E não te estou a chamar velho, estou a dizer-te: sê aquilo que és sem angústias ou solidões amargas!

Nota: sei que as palavras da poesia são reflexos de momentos e quase nunca significam o todo que cada um é. Sei-o por experiência, mas não te quero ver amarga ou desiludida de ti mesma! Por isso "tudo vale a pena, quando a alma não é pequena"...

A tua poesia tem o sabor das amoras silvestres e nisso só quem as provou alguma vez, e rasgou a roupa e a pele a querer chegar às melhores e mais doces, sabe como é.

Bejio. Boa semana. E boa recuperação do trambolhão e do susto!
Paulo César
Paulo César a 6 de Julho de 2009 às 08:48

Olá Victor

Deixaste-me um pouco as ideias baralhadas meu amigo, porque eu uns dias, morro para a vida então sou de facto velha, outros sinto o envelhecer, que não é muito mais fácil.Sou bem aqule exemplo que dás, alguma rama, pouca sombra, frutos raros, mas ainda rebelde, reclamando a toda a hora.Como eu gostaria de concordar contigo, mas enquanto que as crianças são uma benção dos céus caída, um ansião será sempre um estorvo no seu empardecer.
Ainda bem que compreendes que a poesia representa os nossos estados de alma, que estão sempre a mudar, esta nostalgia, não se inventa, nasce com a gente, eu sinto assim.

A minha poesia tem de facto o sabor das amoras silvestres, lindo, amei esta comparação, em comtrpartida direi que a tua,
é uma nascente de beleza que só os olhos da alma conseguem ver!

Não podemos pedir compreenssão, quando não compreendemos ( esta não é minha) mas é o que pode haver de mais verdadeiro, e nós compreendemos e bem os sentimentos que nos levam á poesia.

Um abraço, que é a menor distância entre dois amigos, e toda aminha gratidão, pela força e pelo carinho.

natalia
rosafogo a 6 de Julho de 2009 às 16:14

Não sei o que acontece, não consigo comentar no teu Blog, vou tentar logo mais.
vais ver estou a fazer algo mal.

Beijinho, fica bem
natalia
rosafogo a 7 de Julho de 2009 às 19:37

Querida Natália: Tenho a certeza que os seus netos têm e terão para sempre um grande carinho e afecto por si. Ainda para mais uma super avó "para a frentex "como você, sempre disposta a aprender coisas novas, que para muito é o "Bicho papão", como é o caso da internet e das blogagens .

Eu tenho, de facto os meus avós nas minhas memórias...não imaginas a emoção que eu ao escrever a homenagem que lhes fiz. Ainda tenho na cabeça a imagem da última vez que vi o meu avô , que está na fotografia, lá na Quinta e a última vez que vi e falei com a minha avó, no funeral do meu avô... Eles foram mas as memórias ficam de quem os ama.

Ainda a propósito da sua mensagem lanço-lhe um desafio: porque não falar das suas vivências como mãe, avó ou neta e postar no clube? Tenho a certeza que também histórias interessantes para partilhar com todas nós.

E veja lá se recupera e regue a a sua florzinha para novas pedaladas! O sol está lindo e convida para viver intensamente a vida!
Mais uma vez deliciei-me com o seu poema! Eu quando tenho tempo também me ponho a rabiscar uns poemazitos...fazem bem à alma (:

Um grande beijo para si e muito obrigada pelo seu comentário.
Vou colocar um link teu no Clube das Mulheres.
Susana

Susana Falhas a 6 de Julho de 2009 às 11:23

Querida Susana

Sem dúvida que eu sou mesmo uma aventureira, gosto muito de tudo que me dá um pouco de adrenalina. Às vezes sinto-me um pouco cansada como toda a gente, penso eu, mas ainda gosto de viver e em certos dias intensamente.O susto passou, ficaram algumas mazelas, mas vão passar, também elas.
Quem sabe não responderei ao teu desafio, fico a pensar no assunto, agora no sábado vou deixar os amigos virtuais porque tenho um passeio agendado para dia 11, às capitais bálticas durante uma semana. Mas quando regressar, vou adorar
estar de novo e poder falar mais contigo.
Como hei-de agradecer, tanta palavra afável que me deixas e com que carinho! Fico-te apenas grata, és carinhosa,
eu sinto, e orgulho-me da tua amizade.
Fica bem, na companhia de quem te é querido.

Beijinho
natalia

Natália: Boas férias! Cá ficarei à espera para poder conversar mais contigo. Quando voltares, faz-me uma visitinha lá no clube, para saber que já chegaste, bem.
E obrigada eu, pelas palavras e amizade!
Bjs Susana

Olha querida amiga, estou sempre a meter água, não são as bálticas, mas sim as capitais da Europa Central, ou seja Viena, Bratiislava, Budapeste e Praga. À força de tanto se falar das outras, quando foi a escolha, que agora já nem sabia bem como era. Sabes que eu sou uma nódoa a Geografia. Depois trago como sempre umas fotografias, para vos mostrar.Costumo colocar algumas que gosto no hi5 com o nome margem de rio, se algum dia quiseres ver, mas eu sei que estás muito ocupada, depois também porei algumas nas postagens.
Obrigado, pelo carinho

Beijinho
natália

Ficarei então a aguadar por essas postagens! Isso promete!

Enquanto não fores, convido-te a fazer uma pequena viagem ao mundo das mulheres (basta clicares no meu nome e chegas lá num instante. Depois diz-me o que achaste.

Um grande Beijo para ti e aproveita bem essa viagem( eu ficarei por cá a trabalhar...)

Susana

Olá
Que se passa querida amiga ? Aluma tristeza nestas lindas palavras.

"Sinto o que resta de mim um átomo perdido
Sinto-me réstia dum dia a chegar ao fim
Sinto-me, resto dum futuro esquecido!
Liberto meu grito, para que a Vida não esqueça de mim."

Gostei em especial desta parte tãao sincera e que na vida todos nós já sentimos quantas vezes..........

Força amiga, os nossos netinhos querem que sejamos as avós mais felizes do mundo. Vamos a isso. bj gr de amizade e votos de boa semana
TiBéu ( Isa) a 6 de Julho de 2009 às 15:02

Tibéu, minha amiga!

Nada de preocupações, isto é só o resultado de momentos nostálgicos, se calhar carentes, que todos mais tarde ou mais cedo sentimos e necessitamos trazer ao de cima, e partilhando com quem nos anima, assim como tu... é bem melhor.

Isto são deambulações de poeta como lhe chamaria o meu amigo PUALO CESAR, momentos de desnorte,pensamentos errantes, logo, logo voltam ao real.

Beijinho grande para ti, e também tens netinhos? Então beijinhos para eles também.

Ups
Ainda bem que assim é, claro que todos temos esses momentos.

Sim tenho um netinho com dois anos e meio que por acaso é criado pelos avós em vez de infantário, uma docura ser avó. Uma semana está comigo e outra com a outra avó materna, enquanto os pais trabalham hhe bj amiga

São tempos felizes esses, que nunca vamos esquecer, para nós são como nossos filhos. Eu tenho 3 um rapaz que fez 18 anos no dia 1/6, dia da CRIANÇA, uma rapariga com 11 nascida a 25 ABRIL,e outro rapaz com 15 do 30/12 FIM de ANO, todos muito meus amigos, principalmente os rapazes, a todos ajudei desde os primeiros dias e até hoje eles contam comigo.Mas já tenho tantas saudades deles, dessa idade que agora o teu tem, e como me recordo das coisitas engraçadas que diziam e faziam e olha eles adoram que eu conte. Estão sempre: Ó avó conta lá outra vez, aquela do polalipolali,o mais velho sempre que saíamos a porta da rua, mal sabia andar e pouco falava, mas nunca queria seguir o mesmo caminho que eu, então fosse qual fosse todos os dias dizia o mesmo, Tátá polalipolali, foi ele que me baptizou
e ainda hoje para os três sou a avó Tátá.
É assim amiga, já está tudo gente crescida agora é aguardar, para ver o que lhes reserva o futuro.

Beijinho grande e só te contei isto a ti... porque as avós, sabes como é, quando se põem a falar dos netos Meu Deus!

natalia

Sabes que o meu me chama vóBéu é lindo as conversas dele. Hoje perguntou se eu era pequenina e que me dava uma bicicleta cor de rosa hehe imaginas não é........
Beijoka e felicidades para todos e para ti amiga

Tão querido, estou a imaginá-lo!
Hoje quando vejo uma publicidade em que um lourinho aparece sentado à mesa a rir e depois deita a cabeça sobre o braço, é tal qual o meu mais velho, fico deliciada a recordá-lo.Vê se o teu não sabe... sendo tu uma menina a bicicleta terá de ser cor de rosa, que lindão!

Beijinhos
natalia
rosafogo a 7 de Julho de 2009 às 19:46

Natália. Mas quem falou em velhiçe...quando uma simples ruga é mais uma palavra escrita, quando um cabelo cor de linho, é a lembrança boa que ficou na página da vida, quando um desgosto, não é mais que um obstáculo vivido, quando o amor desta idade é mais sereno e forte como o mar batendo na areia, quando nos entra pelo ecrã de um computador um amigo vindo de longe? mas que temos saudades e deixamos palavras belas. Por tudo isto mais idade é ter a certeza da vida.
Fica bem e arrebita a alma, beijinho no teu coração Lisa
maripossa a 6 de Julho de 2009 às 19:30

Tens razão, minha querida amiga, nada como um dia atrás do outro.Mas quando chegares à minha idade, hão-de haver dias com um pouquito de desânimo em que a vida pesa!!! Mas outros, surgem que esquecerás e viverás o teu dia como se tivesses apenas vinte anos. Comigo felizmente ainda acontece, sempre que passeio me esqueço muito do que me preocupa, adoro fotografar, adoro uma sessão de poesia declamada, adoro ler, cinema,tudo isto me dá muita satisfação.
Mas sabes que a vida dos filhos, também é uma preocupação constante, daí às vezes andar mais nostálgica.

Adorei as tuas palavras que me soam sempre a poesia, como poderia eu não gostar?!É realmente bom sentir o carinho nas palavras dum amigo, que chega e o qual aguardamos às vezes com ansiedade, com necessidade das palavras a que nos habituou.

Beijinho com todo o carinho
natália
rosafogo a 6 de Julho de 2009 às 20:05

Meus queridos amigos, já repararam, como eu sou faladora?! Depois de reler os comentários, os vossos e as minhas respostas, fiquei a pensar... tanto medo que eu tinha de me sentir só, afinal tenho tantos amigos com quem posso falar, e acho que até falo de mais e às vezes nem dou a melhor resposta, porque eu escrevo directo, e é como se estivesse na vossa presença, falando-vos, olhando-vos nos olhos. Quando chego ao final, tenho a conversa em dia, e aquela companhia que tanta falta me fazia dos colegas de trabalho, de quem naturalmente tenho saudades, foi em parte substituída por vós, por isso me considero uma pessoa com sorte. às vezes tenho uma certa dificuldade nas respostas,
porque sou uma pessoa muito simples, mas faço por merecer a vossa amizade, como sei e tal como sou.E digo sinceramente nunca me senti tão mimada isto é que é a verdade.

Um abraço grande a todos os que já me visitaram e aos que virão a seguir.
Uma boa semana
natalia
rosafogo a 6 de Julho de 2009 às 20:30

Penso que tudo tem um sim e um não, tudo pode ser negro ou pode ser colorido, tudo se divide em momentos que juntos fazem o nosso todo, fazem o ser que somos. A memória que faz chorar mas que alimenta e faz sorrir ao mesmo tempo. As pessoas que magoam mas que também abraçam e nos tapam quando faz frio. O pouco que se ri do muito. O eu que se assusta mas que luta quando é preciso. O eu que acredita outra vez, que dá oportunidades a si e aos outros. É esta a vida que se move em nós, imperfeita por não se manifestar sempre da mesma forma, ora picos de bem-estar, ora picos de tristeza, frustração e de irritação ora picos de satisfação, ora picos de insatisfação... a sorte é que não há mal que sempre dure e que o ciclo não pára muito tempo nas estações, roda e roda sem parar...

Bejinhos, amiga linda
teladosentir a 6 de Julho de 2009 às 21:08

A vida é composta, de alegrias e de saudades, e estes dois elementos fazem parte do que eu já sinto, dos nossos dias,
passados junto ao mar, na sua companhia e na de todos os outros companheiros de passeio.Como aguardo impacientemente, que voltem, mesmo os do Inverno são óptimos, tremer o queixo, por essses lugares e ao mesmo tempo apanhar um raio de sol, ou um chuvisco, tomar um café bem quentinho, almoçar no nosso recanto da praia onde o azul celeste se encontra com o azul marinho do grande oceano... e tudo é paz!
À vinda as nossas cantigas, o nosso hino, que saudades!

As saudades, já pesam, um beijinho com todo o meu carinho
para si
natália
rosafogo a 6 de Julho de 2009 às 21:50


Olá Natália,

Bonito poema ainda que com lamentos profundos pelo tempo que se foi e incertezas pelo tempo presente. A vida tem passado, presente e futuro e se olharmos muitas vezes esse passado, se calhar não queremos o futuro (o nosso espelho "não deixa")

Beijinhos Amiga
Alex
inoutyou a 6 de Julho de 2009 às 21:19

Olá Alex

Há momentos irrepetíveis, que nos fizeram muito felizes, daí o descontentamento do presente e porque sabemos que nada será como dantes tráz-nos alguma tristeza.
No entanto a vida tem sempre beleza, e o que me anima é ter forças para ir dela disfrutando, depois também ela tem coisas que eu adoro ainda fazer e que requerem algum esforço, como por exemplo jardinar, fazer hortinha etc.Caminhar à noite pelos caminhos da( aldeia que adoptei) bem à noitinha, quando só os morcegos me fazem caminhar bem depressa
com o medo, também é gostoso, pela margem do rio Sorraia ir fotografando as cegonhas que ali se andam alimentando, é muito agradável.
Há uma série de coisas boas, é preciso aproveitar e vivê-las.
O futuro nunca será muito risonho, mas vamos caminhando.

Alex, obrigada por se manifestar quanto ao meu poema e ter gostado, fico contente. Também é muito bom ter amigos.
Um beijinho
natalia

Natália,

assim gosto mais, falar da vida, dos seu passeios, admirar a beleza que existe em nosso redor...Vivendo assim, o presente é risonho, amanhã logo se verá....

Beijinhos e fique bem
Alex
inoutyou a 6 de Julho de 2009 às 22:30

Olá Natália!
Já percebi que apanhou um grande susto! Felizmente, pouco mais foi do que isso!
Hoje deixou-nos mais um poema triste, por um presente ensombrado pelos lamentos dum passado perdido! O sermos arrastados no fluir do tempo, é uma determinação a que não nos podemos esquivar. É muito bom que a vida continue, nesta luta diária, onde o riso coabita com a lágrima, onde a esperança e o sonho vão ganhando tons intermitentes de luz e escuro, onde os anos passam e deixam rugas e saudades mas também nos oferecem novas gerações que trouxemos ao mundo para continuar este eterno cordão, que flui no tempo! Tanto perdemos mas tanto vivemos, tanto construímos para deixar a nossa marca que pode ser mais ou menos individualizada mas que mesmo anónima, ficará a perpetuar a nossa passagem…
Um beijinho, dalguém que também olha para trás com nostalgia, mas luta por se deslumbrar com o brilho que a vida conserva e se fortalecer com o calor das coisas belas e boas que sempre se nos oferecem.

Maria de Jesus a 7 de Julho de 2009 às 00:37

Olá Amiga Mª de Jesus

Já tinha saudades suas, ainda ontem lhe enviei uma mensagem, dizendo-lhe que não estava muito em condições de poder ir ao teatro, com pena.

Estes poemas, por mais volta que lhe dê, me saem sempre do mesmo modo, alguns estão guardados, para lhes atenuar um pouquinho a tristeza, neles existente, mas a vontade de os modificar foje, logo que os começo a ler, então ficam mais uns tempos na gaveta, até que lá vão saindo, conforme o estado de alma em que me encontro.

Hoje até um pouco desanimada, porque as pancadas, doem mais passados dias, pareço toda partida e o meu marido ainda pior, porque levou comigo ao cairmos. No entanto tenho esperança e nem mudei a data da viagem que será dia 11
espero recuperar até lá.
É muito bom sim , podermos levar o nosso dia a dia com saúde, embora surja de vez em quando um contratempo, mas
cá estamos como diz e bem para aproveitar o que de bom a vida nos oferece.
Grande força, encontro sempre nas suas palavras, obrigada, fico bem mais animada.
Às vezes, tão saturada, com os netos que não me largam as saias, e agora que estão no pai, pareço tola com a falta deles, tem-me valido toda a conversação aqui com todos os meus amigos, já que não deu para sair, ainda não parei de comentar.

Senão falarmos mais, até eu regressar, desejo que fique bem, com muita saúde ,receba um beijinho com muita amizade
e carinho.
Também um beijinho à Catarina e toda a sorte do mundo para ela.

natalia
rosafogo a 7 de Julho de 2009 às 01:08

Olá Natalia mas que susto que apanhei agora!!! ainda bem que são pequenas mazelas....
Sabes.....é emocionate ver quantas pessoas maravilhosas te querem bem, adoro ler os teus poemas e adoro ler depois os comentários e as tuas respostas aos comentários, e hoje amiga confesso que alguns dos comentários e tuas respostas me fizeram rolar umas lagrimitas teimosas pelo o rosto, as quais eu fui apangando sempre o rasto...não fosse entrar repentinamente um cliente e ver uma funcionária com cara de madalena...ehehhehe.
Hoje também eu me sinto assim um pouquinho nostálgica e emocional, ai malandras que só querem fugirdos olhos, sabem a sal, sal num coração que precisa de ser temperado com o sabor da vida.
Natália, amiga vou levar também este, como outros que já guardo com tanto carinho...porque é lindo demais!
Beijinho doce querida e boa recuperação.....e continua assim aventureira!
Boas férias.
anna
tangerina a 7 de Julho de 2009 às 17:02

Estás a imaginar a tua amiga de capacete enfiado, única protecção, porque depois o resto é de qualquer forma, de chinela no pé, que não dá lá muito jeito para cair, mesmo assim valeram as calças de ganga senão os joelhitos teriam ficado bem pior. Mas já tudo vai passando e sábado já vou partir para outra. Há pouco tivémos a fazer as contas aos anos para irmos distribuindo o que ainda queremos fazer e já são bem poucos, mas o nosso sonho é imorredoiro e por isso se Deus quizer, ainda muita loucura nos aguarda.
Olha Anna, eu também me orgulho muito dos bons amigos que ganhei em pouco tempo, como é possível sentirmo-nos tão confortados, eu diria até mimados, com as palavras que nos deixam, eu que sou tão simples, às vezes até com dificuldade
em responder a comentários com tão belas e profundas palavras, mas sinto que já seria difícil passar sem elas.

Não te quero saber chorona, isso deixa comigo, eu é que é por tudo e por nada... mas se te alivia da pressão que a vida exerce em ti, tudo bem, depois respiras fundo e te animas.

Vou deixar-te um miminho feito em especial para ti, vamos ver como sai:

Onde deixei meu sorriso?
Ah! Bem à porta do presente!
Às vezes ele me é preciso
P'ra me sentir ainda gente.

Meu choro se adiantou!?
Esqueci, por onde ele anda
Partiu!? Meu rosto ensopou.
Mas em mim ele não manda!

A tristeza, sempre presente
Será?! Não há nada que a afaste?
O contentamento, descontente!
Mas terei Amor que me baste.

Um beijinho, e alegra esse teu rosto
Outro beijinho por gostares do poema, leva sempre que queiras, a mim me dá muito orgulho, fico muito vaidosa....
natalia

olá amoriii, mas que aventura....espero que já estejas bem melhor?
Adorei o teu poema...ás vezes parece que me lês a alma.
beijo doce e as melhoras.
anna
tangerina a 8 de Julho de 2009 às 17:36

Obrigado Anna, estou mesmo melhor, estou grata pela tua preocupação.

beijinho doce também para ti
natalia
rosafogo a 8 de Julho de 2009 às 19:07

Natália:

O texto introdutório, antes do poema, não me pareceu explícito sobre a quem se refere, até quase sobre a que se refere. Fala em andar sobre duas rodas, adrenalina, o corpo é que paga ..., parecendo referir-se a alguma «aventura» em moto, talvez passada consigo e de que não terá saído totalmente bem. Será?
Quanto ao poema, «Átomo perdido», de novo a Natália se confronta consigo mesma, no silencioso e pacífico mas amargurante conflito dentro de si, que você vê e sente também por fora de si, nas rugas ao espelho, no envelhecimento da pele, conflito entre o presente, que lhe pesa, que a prostra um pouco de amargura e desesperança no actual dia-a-dia, com sinais de envelhecimento que lhe parecem crescer imparavelmente, e o passado, já longe, nas primaveras da juventude, ou da infância, tempo saudoso, corpo e mente harmoniosos, sem pensar nem imaginar esse átomo perdido que dá nome ao poema.
O poema é bom, sem dúvida nenhuma, sempre ao seu bom estilo, intimista, personalista, consigo como actor, ou personagem (além de autor), nesse incessante e algo perturbante conflito subjectivo, de que a Natália parece ter dificuldade em sair ou aceitar.
Cada poeta, ou assim considerado, tem o seu estilo de se exprimir, de se mostrar na sua arte, de ansiar a vida, o amor, até a morte, e a Natália tem, quanto a mim, um estilo, além de subjectivista, bem simples de compreender e de nos tanger a sensibilidade, e daí, creio, ter, porquer os faz, tantos amigos e amigas, uns mais rápidos nas respectivas apreciações, outros mais comunicativos e sensibilizados nelas. Seja como for, a Natália é apreciada, mesmo que tenha de dar-se algum desconto às apreciações de algumas pessoas. A Natália tem também poemas que não se refiram a si?
Mudando um pouco a conversa, abstraia-se mais do «ficar velha», mesmo que esteja, como é lógico e infalível, a envelhecer, porque todos envelhecemos, mais depressa ou mais devagar, mas, se nos deixarmos amargurar e torturar pela ideia de ficar velhos, ficaremos mesmo mais depressa. Tente ver o que o envelhecimento natural traz de bom, pelo menos experiência, alegria de filhos e netos, os seus poemas ... E não pense em termos de futuro, viva os dias só como presente, um dia em cada dia, com as alegrias desse dia, e recorde, se quiser, o passado, sobretudo aquilo que foi bom, e sorria pelos dias fora, que a felicidade ou a alegria de viver é mais um estado de espírito do que outra coisa.

Um beijinho para si.
Mírtilo
Mírtilo MR a 7 de Julho de 2009 às 22:07

Realmente, eu me interrogo mmuito,mesmo sabendo as respostas a todas as minhas questóes e sabendo que o tempo não volta, que não deixarei mais as minhas rugas, que dia a dia envelhecerei sem remédio,que acontece com toda a gente, que tenho de viver o melhor e aproveitar bem o que me resta... mesmo assim não me conformo, daí o conflito constante entre ( mim no presente) e o que fui e é já passado. No entanto sinto que persisto, que faço frente à vida, não sou de desistir , claro que tenho dias melhores ou piores como toda a gente e é na poesia, que faço desde miúda
que me abrigo, que descarrego emoções, que faço alvorada dos sentimentos, e sempre, sempre vão parar ao mesmo tema, serei intimista, romântica , sentimental? Que serei?! Não sei, ou por outra sei que sou criadora duns versos que me dão prazer, não só a fazer, mas também quando posteriormente os leio.

Pergunta o amigo Mírtilo, se tenho poesia que não se refira a mim?! Tenho de facto poemas à aldeia onde nasci, ao rio
onde brinquei em criança, às gentes da minha terra, ao laborar das terras, à liberdade, mas são aqueles de (mim) os
que mais gosto. Alguns já ficaram para trás neste Blog, outros nunca saíram da sebenta e ainda outros, que agora já não me dizem nada, porque nós também vamos ficando um pouquinho melhor naquilo que queremos nos saiia bem.
Obrigada pelo carinho principalmente das suas últimas palavras, viverei concerteza o melhor que puder e a vida me deixar, porque parecendo triste sou alegre que baste, alegro as pessoas à minha volta e posso não ser feliz por inteiro se é que alguém consegue?! Mas dizia não posso de todo queixar-me da vida.

Agora sim, é natural que meu amigo não ache explícito o texto, de facto vendo bem agora eu também penso assim.
É que o acidente de moto que tive, aconteceu no fim de semana, ainda estavam a decorrer os comentários no post anterior e enquanto aguardei a chegada de familiares contei o sucedido nele, então na minha mente ao fazer o texto
achei que todos os amigos já sabiam. Agora o susto passou, também o gosto pela adrenalina, pelo menos por uns tempos.
Querido amigo, desculpe se o estou a maçar com tanta conversa, mas eu adoro conversar, é um peso que me sai da alma, me dá felicidade e se reparar, com todos os amigos me porto de igual, porque não tenho ninguém que me mande calar.

Um beijinho com todo o meu carinho, boa semana
e fico grata, mesmo muito grata com tão bela apreciação e definição do meu estilo, que bem me pareceu!? Francamente,
eu nem saberia nunca como defenir o que escrevo, apenas talvez que sou sonhadora.

natalia
rosafogo a 7 de Julho de 2009 às 23:11


mais sobre mim
Julho 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

2
3
4

6
7
10
11

12
13
14
15
16
17
18

20
21
23
24
25

27
29
30


últ. comentários
Queria amiga Poetisa Rosafogo, Que das coisas simp...
Olá!Vim apenas fazer um teste, para ver se consegu...
Parabens pelo post. Falar de coisas simples por ve...
Acontece-me exactamente o mesmo, Natália! Depois d...
É assim Mªa João, dispersei-me e agora é tão difíc...
Também me perco imenso, Natália. Não penses que és...
Há séculos dizes bem MªJoão, bem que eu gostaria q...
Para mim também foi uma alegria encontrar-te Ause...
Obrigada PC é bom encontrar palavras amigas.Tento ...
Olá Martinha obrigada por vires ler, tenho andado ...
pesquisar
 

blogs SAPO


Universidade de Aveiro