Quarta-feira, 08 de Julho, 2009

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Foto tirada em 2006 na reserva Masai Mara, no Quénia.

 

Perguntava-me um amigo, se eu não tinha poemas que não se referissem a mim. Então,

dei uma volta no passado deste Blog, pois sabia que havia poemas sobre vários temas,

e dei com alguns que eu gosto muito e que são dum tempo em que não tinha comentários,

como por exemplo o mês de Novembro de 2008 ou Fev. de 2009. Desculpem a ousadia e se calhar a minha falta de humildade, mas, eu acho que deixei coisas lindas lá atrás, que fazer agora, só se as repetir, mas tenho pena, pois dar-me ía muita alegria a partilha das mesmas.

Ultimamente,  sem saber porquê de facto falam mais sobre o meu «EU», talvez o querer encontrar-me, ou o querer aceitar-me, nesta  minha exaltação, neste exaurir do tempo, conflito que travo com  ele... como hei-de saber?!

 

 

 

Hoje resolvi mudar de fotografia, em vez de flores,  tenho algumas paisagens, pôr e nascer do sol, e outras, que eu acho maravilhosas e vou partilhá-las com os amigos que por aqui passarem. Eu adoro fotografar é para mim tão bom como ler e escrever, algumas fotos são de momentos únicos e permanecerão para sempre na minha memória.

 

Verdes eram

 

 

Meus olhos eram verdes, de verde se vestiam

Estão da vida ausentes, a  sofrer meus ais.

Eram dois vulcões, era de fogo que se enchiam

São agora negros, pardacentos, iguais aos demais.

Hoje, são  olhos fixos, duas tristes raízes,

Da  árvore que quer morrer de pé!

Viajaram no tempo, sonharam, felizes.

Negros de queixume perderam a fé.

 

Olhos  que foram ,esmeraldas verdadeiras

Brilhantes, como estrelas no firmamento.

São cinza das brasas de duas fogueiras

Que se vão apagando a cada momento.

 

E, não há sinais da cor, nesta hora que envelhece

À mercê  da vida rumam já  sem norte

O  verde, que de luto os vestiu, já nele anoitece!

Ao  olhar as estrelas se abandonam à sorte.

Tantas vezes rios de lágrimas a inundar

Outras de tristeza a afundar!

Agora, neles o meu esquecimento se deita.

Vazios de sonhos, na menina a saudade,

Na quietação o verde ainda espreita,

Num desejo verde de esperança e liberdade.

 

Hoje, solto-os à luz, neles não se extinga a Vida

Pinto de verde, com insistência o passado,

Para que algures, encontrem a cor perdida.

Ou, quem sabe, me  tragam  algum recado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sinto-me: muito animada
publicado por rosafogo às 00:33

Está lindo, amiga Natalia,lindo.
Eu agora, tenho pouco tempo porque alem do restaurante, estou com obras em minha casa.
Mas eu tenho, agora um sonho,juntar as tres ou quatro pessoas,com quem mais me identifico e de quem fiquei amigo, embora que virtual.
Gostava de juntar MARIA JOÃO, NATALIA,IDALINA,CATARINA POTELA,para troca de palavras e para que a amizade não fosse só virtual.
Temos que penssar nisso.
Ou então, nas minhas férias, irei com minha esposa,tentar visitar uma a uma, nem que seja só ir tomar um cafezinho juntos.
Um abraço
CASIMIRO COSTA
casimirocosta a 8 de Julho de 2009 às 13:05

Olá Amigo Casimiro

Também eu teria muito prazer em conhecer o amigo e a amiga comum Mª João, mas não sei se será fácil, pela minha parte, de qualquer das formas farei sempre o possível, como já lhe tinaha dito há algum tempo, qualquer dia , breve até,
darei um passeio para visitar mais algumas aldeias e gosto sempre de ir também ao Gerês, nessa altura quem sabe não
lhe farei uma surpresa.Juntos arranjaremos maneira!

Um abraço amigo, fique bem, obrigado pelas palavras que deixou ao poema.
natalia
rosafogo a 8 de Julho de 2009 às 15:25

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junto com o meu perfume deixo um bj
TiBéu ( Isa) a 8 de Julho de 2009 às 13:53

Tibéu!
Amiga... que surpresa, já tinha saudades destes teus miminhos, sem dúvida que entendes muito de internet da colocação destes mimos, eu mesmo que quisesse nem sei colocar, nem onde ir buscar. És uma querida,obrigado, cá fico a olhar para o mimo da avó Béu,

Beijinho prara ti e para o teu pequenino
Fica bem

natalia

rosafogo a 8 de Julho de 2009 às 15:29

Olha amiga apanhei aqui a minha neta, já me ensinou isto que eu acho um mimo, fiquei feliz, eu gosto de aprender, parecia-me difícil, mas vendo como se faz torna-se fácil.Vou deixar o beija-flor para cum primentar quem chega.

Beijinhos, tudo bom
natalia

Ficou lindo mesmo, mas olha que eu não percebo assim de internet como dizes. beijão e bj para ela

és magnifica...além de talentosa poetisa...és uma excelente fotógrafa, adoro o nascer e o pôr de sol,...adorei tudo...és uma mulher surpreendente da qual eu sinto um especial orgulho em ter como amiga.
beijinho doce
anna
tangerina a 8 de Julho de 2009 às 18:14

Querida anna

Não serei tão talentosa
Mas naquilo que investi
Faz-me sentir orgulhosa
E sentida é a amizade por ti.

O tempo passa e esmera
A amizade que não me negas
Rompo estrelas, fico à espera
Do carinho que me entregas.

beijinho, e obrigado p'lo carinho
natalia

rosafogo a 8 de Julho de 2009 às 19:02

Natálai,

Boa noite!
Passei só para dizer olá e pedir que passes pelo "Viagens na minha terra"...
Gostava que lesses antes de ires de viagem! Talvez gostes... Talvez não!

Depois comento o teu novo post.

É tardissimo e ainda estou no trabalho para acbar o texto do "Viagens...". Sem jantar!

Beijo
Paulo César

Paulo César a 8 de Julho de 2009 às 21:07

Mas valeu a pena jantares um pouquito mais tarde, porque já fui ler e está uma maravilha, li, reli e hei-de ler muitas vezes, porque me trouxeste, tudo o que trago na memória e recordo tanta vez. Quem não passou, não pode nunca fazer ideia de como mesmo com tanto sacrifício, tanta pobreza, se era nobre em tantas outras coisas e o porquê da nossa saudade.
Fiquei feliz, bem hajas.
Beijinho

natalia

Amigo Paulo César

Se ao passares, verificares errada a pontuação, vê se me deixas aqui o que está mal, para eu modificar.
Estou mesmo decidida a matricular-me na Univ. Sénior aqui do sítio para ver se aprendo ainda alguma coisa, em Setº é o que farei, veremos se tenho vaga.Eu já era consciente da minha dificuldade nesse aspecto, mas se dá tanto nas vistas, fico preocupada, agora dou comigo a tirar e a pôr vírgulas e fico sem certezas.Amigo, só se tiveres tempo, não te preocupes.

Beijo
natalia
rosafogo a 9 de Julho de 2009 às 12:15

Natália! Quem nunca teve uns belos olhos, cheios de luz e de cor...verdes azuis castanhos, negros como as azeitonas! Neles ficaram as histórias de amor e fel, nos olhos que um dia brotaram uma lágrima, hoje secaram pela idade e desilusão de tanta coisa que nos rodeia, nem choram mais secaram, da incerteza da angústia, da maldade da sociedade! mas também os podemos colorir, com sorrisos de uma criança, as cores do arco-iris, das flores do campo, neste momento só quero colorir os teus sonhos, com amizade franca e amiga.
Beijinho no teu coração, deste lugar do Minho Lisa
maripossa a 9 de Julho de 2009 às 17:25

É verdade, querida amiga, quem nunca se sentiu borboleta esvoaçando pelos verdes da natureza, não caminhou dentro dos riachos,não comeu fruta em cima da árvore, não apanhou amoras silvestres, não olhou o campo e as flores silvestres, pode ter os olhos mais lindos do Mundo, mas não sonha como eu ainda sonho. Agora, não têm o brilho de outrora, quando a despreocupação era total, e os dias corriam ledos e o futuro era coisa longínqua, e fosse qual fosse a cor, dizes bem eram olhos de sorrir para o Amor que despontava, para o espelho que nos animava e a euforia era grande.
Amiga Lisa, tantas histórias para contar, que dariam quem sabe um romance, se nos juntássemos.
Se eu estivesse aí pelo teu Minho, como seria feliz com todo esse verde!

Grata pela tua simpatia e amizade

beijinho
natalia
rosafogo a 9 de Julho de 2009 às 18:09

Natalia

Lindo o teu poema e esses olhos verdes, recordam uma pequena coisa que escrevi, num livro já editado, há algum tempo
e no dedicar a minha mãe :

"APENAS TU SORRIAS
E OS TEUS OLHOS VERDES
SORRIAM CONTIGO..."


E o teu lindo poema, me trouxe esta lembrança.

Com saudade,

Maria Luísa
M.Luísa Adães a 14 de Julho de 2009 às 10:46


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