Segunda-feira, 05 de Outubro, 2009

Este Slide,  é sobre Mértola, Esta vila Alentejana é mimosa e merece uma visita, demorada,

de preferência  em tempo sem calor, porque o dia que a visitei, sofri um pouco na subida até

ao castelo. Eu acho sempre que a pé se devem fazer as visitas para se conhecer e também para haver a oportunidade de se tirarem fotos. Tirei algumas, que ficam aqui para vos dar

uma ideia ( a quem não conhece ) de como é bela esta terra.

 

 

Perdi-me do vento ou ele me perdeu?

Visitei fiz aceno à despedida,dia sem igual!

De tão bela Mértola, a Pátria em mim cresceu!

O seu rosto me devolveu o rosto de Portugal.

 

Terá o amigo, orgulhoso, que deve ser da sua terra, muitos poemas belos e deve conhecer estes lugares como as suas mãos, mas aqui lhe deixo algumas fotos que em boa hora

parei para  tirar e conhecer essas belas paragens.

 

Hoje deixo um poema  que dedico a uma colega de escola que hoje partiu... sem regresso.

 

Bordadura de hera

 

Ontem vazio de palavras meu diário. Nada escrito!

Olhei furtivamente para o meu dia

Recordações baralhadas, um sentir esquisito

E a vida  astuta como  serpente me dizia:

O tempo voa, tem cuidado inocente coelhinho.

Que nalguma esquina acabará teu caminho!

 

Mas hoje desenhei no diário uma cercadura

Assim, como que lembrando uma bordadura de hera!

Um canteiro mimoso para esquecer a vida dura

Também p'ra não me sentir objecto d'outra era.

Desenhei com uma pontinha de nostalgia

Já que o tempo se cola à minha ilharga, sem me deixar.

Recarreguei esperanças em abastança, também alegria!

E assim saboreio em passo vagaroso o chão p'ra andar.

 

E é um previlégio esta ausência de mim, este abandono.

Fico na minha solidão, felizarda esta ventura.

Esqueço as rugas do rosto, assomos de raiva e o Outono.

Aos altos e baixos que me envenenam, ponho muro.

Não faço com a Vida pacto, nem combinação.

Ela me virá à fala, me quererá ludibriar?! Mas será em vão!

Porque hoje estou em paz,

O  tempo me acirra, mas não me vence não.

 

 

 

 

publicado por rosafogo às 17:37

Olá Natalia...

Desculpa o meu comentario de hoje não ter nada a ver com o post, é que qdo vejo ou oiço falar de Mértola, lembro-me logo de Anacleto Malagueta e daqueles seus poemas de trazer por casa, tipo:

Minha prima a ressonar
nã sê se a despérto-la
e se ela nâ gostar
se calhar manda-m' à Mértola!


IoIoI



Bêjuuuuuuuuuu
*FreeStyle* a 6 de Outubro de 2009 às 05:51

Mas que giro a quadra que me deixáste!
Mas que poeta este não conhecia, mas deve ser cá dos meus.
Desde que rime, assunto srrumado.
Mas diz lá tem graça, eu acho, sabes que o meu pai também se punha a dizer algumas
à moda da nossa terra, então coitado não sabias ler nem escrever, mas as gentes achavam-lhe graça.

Ando atrazadita nas visitas, mas com o tempo lá irei pôr tudo na ordem.
Olha FRRE nem sei de te disse, o gato apareceu, sempre tu o tinhas visto passar por ti!

Beijinho amigo, obrigada por teres vindo
natalia
rosafogo a 6 de Outubro de 2009 às 20:49

Caramba! Tu tens estado a publicar e eu é que não tenho vindo até cá... isto está complicadote, sabes? Tenho um dente super infectado e, comigo, por causa da situação auto-imune e da Varfarina Sódica, um dente para arrancar é um problema enorme. Acrescenta-lhe a ausência completa de vil metal e temos uma tragédia em três actos. Dói, sempre é uma infecção e, como o médico de Medicina Interna não estava no hospital, fica por resolver.
Abraço grande!
poetaporkedeusker a 6 de Outubro de 2009 às 17:05

Ò minha querida Maria João, gostei de ver-te por cá pena não estares bem. Sempre alguma coisa nos corre
mal, essa história dos dentes até me faz tremer, o ano passado foi também um martírio para mim. Sempre a chatisse do dinheiro, e nessa matéria às vezes até com ele as coisas não se resolvem de imediato.Ainda hoje te vou visitar, nem
te contei do meu Jimy, desapareceu ou melhor fizeram-no desaparecer, e ao fim de 15 dias às 11 da noite atiramram-no
para o jardim, por sinal estávamos ainda levantados e ouvimos, apareceu limpinho sinal que teve preso e com muita fome e sede, magro que dá dó. Gente má há em todo o lado. Vê tu eu que passo a vida a dizer que a aldeia é dum sossego absoluto e acontece-me uma coisa destas. Sabes que ele não é um gato é mais uma criança meiga, não pode ser mais
e daí a nossa pena. Mas agora está tudo normal.
Tenho andado no Luso, embora o tempo um pouco apertado, e como em tudo na vida há aqueles de quem nos aproximamos mais na amizade e nas palavras.

Também estranhei o Eduardo, nunca mais ter aparecido, deve ter havido alguma coisa com ele, não me parecia pessoa de não dizer ao menos que desistia.

Eu sou franca, também tenho dias que me apetece deixar um pouco de lado e descansar, mas outro dia surge e lá vem de novo o bichinho.

Agora o que mais desejo é saber-te melhor, porque de facto essas dores são horríveis de aguentar, a juntar ao resto que tens, olha nem sei que diga, tens que ser forte, tens que recorrer logo que possas ao médico, a ver se te livras
disso.

Soube-me bem falar este bocadinho contigo, obrigada por te lembrares de mim mesmo doente.

abraço forte
natália

rosafogo a 6 de Outubro de 2009 às 21:03

Pois... ainda bem que o teu Jimy já voltou! Eu nem quero imaginar o estado em que estaria se me acontecesse o mesmo com algum dos meus!
Quanto aos dentes... olha, amiga, comigo é sempre tudo muito complicado porque tenho de para com a Varfarina uns dias antes de arrancar o dente. Ontem fui ao hospital tirar sangue para análises e fui à procura do meu médico para ele me autorizar a paragem da Varfarina e receitar antibiótico para a infecção, mas ele não estava... ainda estou com a dor de dentes, claro. Há momentos em que é só uma dor forte, mas há outros em que é mesmo insuportável!
Não vou fivcar aqui muito mais tempo... está quase, quase na hora do almoço e eu não posso chegar atrasada...
Como tenho imensos emails por abrir e ainda não postei nada hoje, não sei se vou conseguir cá voltar... mas vou tentar!
Um grande abraço!

Que más são essas dores, nem sei como consegues, não posso crer que ninguém te faça qualquer coisa,
que te posso dizer e se fosses `farmácia, talvez te dessem alguma indicação com que possas pelo menos atenuar a dor.

Fico na esperança que melhores, fico pedindo, como tenho fé, acredito que sim que vais ultrapassar mais esta.
De facto, também não tens muita sorte no que respeita à saúde, parece que tudo te apoquenta amiga.

Ontem já não te visitei, ando cansada e éu que nunca tinha sono e acordava constantemente agora durmo
quase toda a noite, de cansaço talvez.

beijinho amiga vê se resolves esste teu problema estou preocupada, mas impotente.

abraço
natália
rosafogo a 7 de Outubro de 2009 às 23:47

Olá amiga bom dia.
Mesmo não comentando eu visito-a sempre, acabei de vir de férias da Madeira mas esteve sempre em contacto, pois levei o portátil comigo.
Um abraço grande.
Casimiro Costa
casimirocosta a 7 de Outubro de 2009 às 11:36

Então amigo Casimiro

Eu a pensar que o amigo ainda andava de férias e afinal já chegou.
Também poderia ter pensado que o amigo levaria seu PC, mas como eu nunca levo a não
ser para a aldeia, nem me lembrei que isso poderia acontecer.
Mas cá estamos, obrigado pela visita, e vou também visitá-lo e ver o que por lá se passa,
ler tudo o que tenho em atraso.

Um abraço forte, desejando que esteja feliz e com saúde assim como seus familiares.

natália
rosafogo a 7 de Outubro de 2009 às 23:51

Olá Natália. Que tudo esteja bem consigo, não conheço Mértola e acho muito lindo, e realmente se deve ir a pé para conhecer e tirar fotos, gostei de ver e quanto a poesia sempre linda e a teu jeito.
Beijinhos amigos Lisa
maripossa a 8 de Outubro de 2009 às 19:49

Oi Lisa, obrigado por teres passado e deixado tuas palavras, é como dizes, Mértola é linda, muito cuidada, muitos
visitantes, fiquei admirada, passao rio Guadiana que se dirige ao Algarve ali todo ele às curvas, é deliciosa a terra
e tem muita história, quem sabe disso é o nosso amigo Mírtilo, que já nos contou um bom pedaço deste passado.

Beijinho e lá irei logo que possa ver o que até agora me escapou.

beijinho Lisa
bom fim de semana
natália
rosafogo a 9 de Outubro de 2009 às 23:39

Olá Natália! Minha poetisa da nostalgia, do amor e da saudade, eterna viajante...desceste ao Alentejo mais profundo e já vi que gostaste! Sabes que adoro Mértola, tão pequenina e com uma riqueza histórica tão grande, passei lá momentos muito bonitos e depois tem o rio, o Guadiana que desce até ao Algarve.

Mértola é ouro
de fino fio
é um tesouro
com o seu rio.

Um beijo com carinho



Utopia das Palavras a 8 de Outubro de 2009 às 22:57

Olá minha querida Ausenda

Ontem falei em ti (bem), fui almoçar com as colegas de serviço entre as quais há uma que já era especial,
chamada Ausenda, e é (pertinho) de Portimão, então dizia-lhe eu Logo duas amigas com o mesmo nome da mesma província, uma real e a outra virtual, mas gosto muito e igualmente das duas.
Agora quero agradecer-te o carinho, por teres vindo e até deixares um poeminha que o amigo Mírtilo que é de lá
vai adorar e eu também, mas isso nem preciso dizer-te, adoro tudo o que escreves.
Na sensibilidade nas palavras e na paixão pela poesia comparo-te so Paulo César, sabes.

Beijinho passa bem teu fim de semana
e lá irei não vou perder teu poema.

natalia

Ps: agora ao escrever o nome já nem sei quem sou,
aqui sou eu, no Luso sou rosa e para a minha cabeça, já é de mais.
rosafogo a 9 de Outubro de 2009 às 23:48

Ausenda, não li e vai uma série de errozitos, me desculpa amiga.

beijo
natalia
rosafogo a 9 de Outubro de 2009 às 23:51

Boa tarde minha querida,
Mértola... trabalhei com uma senhora que era de lá...
muito lindo por sinal, belas fotos tens,
já em relaçao ao poema!!!Mais uma jóia que criaste...parabens

bom fim de semana

beijinho cintilante***
♥ Flor Cintilante ♥ a 10 de Outubro de 2009 às 15:44

Só agora te respondo minha Florzinha mas ainda venho a tempo
de te agradecer as palavras gentis que sempre tens para me deixar.

beijinho, já fui ver teus poemas de Amor e gosrei muito

rosa
rosafogo a 20 de Outubro de 2009 às 20:04

Rosa
não importa quando respondes,
importa que respondeste
o que me deixa mto contente.

Foste???
Mas não depositaste palavras

beijo cintilante***

Amiga peço desculpas,
deixaste palavras sim, a minha cabeça é que não está boa e fiz confusão,
desculpa,

beijo cintilante***

Querida Amiga,
Apenas para te lembrar que posso estar longe em escrita mas sempre presente de coração!
Beijo grande e bom fim de semana.
Ana a 10 de Outubro de 2009 às 17:16

Eu sei Aninha, que tu não te esqueces e sei também que nem sempre temos todo o tempo que desejaríamos,
mas te agradeço por teres vindo, eu também gosto muito de ti e vou visitar-te sempre que possa

beijinho
rosa
rosafogo a 20 de Outubro de 2009 às 20:06

OI Orquídea negra. fico muito satisfeito por saber que é apreciadora dessa linda e profunda terra Alentejana. Mértola é um tesouro que bem merecia ser património da U:N:E:S:C:O: Tem uma riqueza Histórica maravilhosa. gostei de ver. Parabéns. Um beijo. Bom resto de Domingo.
Sulitário a 11 de Outubro de 2009 às 16:41

Amigo Sulitário
Peço desculpa mas eu ando mesmo atrasadita nas respostas
e gosto sempre de escrever sem pressas, por isso agora um pouco mais folgada
vim agradecer as suas palavras.
De facto Mértola é uma vila muito linda cheia de visitantes e eu não esperava
que fosse tão bela assim, tem miradouros lindos e a parte mais antiga com a mesquita
e o castelo é uma maravilha. Vim encantada, somos pequeninos, mas temos muito que
ver.

Abraço obrigado por ter passado
rosa
rosafogo a 20 de Outubro de 2009 às 20:11

OI amiga Rosa. cada um faz o que pode e alguns fazem o que gostam. Eu nunca reclamarei nada, pois mais atrasado do que eu não deve haver muita gente. fico feliz porque já somos 2 apaixonados por Mértola. quem sabe um dia fazemos uma associação dos amigos de. Um abraço sulitario.
Sulitário a 24 de Outubro de 2009 às 10:36

Olá Rosafogo!

Com Mértola em pano de fundo
O amigo Mírtilo vai-se encantar
localidade, património do mundo
belo local para se poder descansar

E mais um poema com a sensibilidade de sempre. Abraço grande.
manu a 11 de Outubro de 2009 às 18:53

Olá amigo Manu

Lá do alto do castelo
Quase perdi meu olhar
Porque era tudo tão belo
Que o céu me parecia o mar.

É muito, muito bonita esta vila.

Manu, peço desculpa de só agora responder, ando atrasada
mas lá vou dando conta do recado.

Obrigada amigo,
um abraço
rosa
rosafogo a 20 de Outubro de 2009 às 20:15

Amiga, já tinha lido o teu magnífico poema, mas ainda não tinha conseguido ver os slides. Que belo berço o teu!
Eu fui ao Alentejo quando era pequenina... bebi-lhe os encantos e, depois, nunca mais deixei este meu cantinho...
Um grande abraço!
poetaporkedeusker a 12 de Outubro de 2009 às 11:00

Ó minha querida Poetiza, esta terra não é o meu berço
apenas a visitei, mas é o berço do nosso amigo Mírtilo,
razão ele tem de lhe dedicar tão belos poemas, porque ela merece.

Também não me importava que fosse minha, sabes que eu adoro todas as terras atravessadas
por um rio, acho um sonho, dá muita beleza. Se visses quantos turistas?
Experimentando, nossos pequenos almoços à alentejana.
É verdade, visitei ao ir para baixo direita ao Algarve e à vinda, demorei um pouco mais, pois com imenso calor, mas fui ver a mesquita e o castelo, também o centro velhinho bem bonito.

abraço, obrigado pelo carinho

rosa
rosafogo a 20 de Outubro de 2009 às 20:20


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