Sábado, 22 de Dezembro, 2007

Porque está doente e hoje pela primeira vez não me conheceu.

 

 

 

Tempo do nada

 

Tempo em que a dor já não faz sentido

Do nascer do silêncio que se instala

Onde só há vazio e se anda perdido

Tempo distante onde tudo se cala.

 

Tempo de ausência e de nostalgia

Duma alegria insólita que se inventa

De incertezas, quando já a tudo se renuncia

Onde já nada na imaginação assenta.

 

Tempo do nada, de passos cansados

Tempo de sobreviver num labirinto

Sem palavras, sem gestos, de tudo desalojados

 

Tempo de sonhos emudecidos

De noites vazias, já com o medo extinto

Ao abandono ficaram desejos, os corpos esquecidos!

 

publicado por rosafogo às 23:14

Quando a Vida corre menos bem, temos alguma dificuldade em aceitar a existência de Deus, porém, também é verdade que é no meio das embrulhadas da Vida que mais Dele nos lembramos.

 

 

 

 

 

Maré da Vida

 

 

 

 

 

Sinto-me tão longe, como um frio astro

Esqueci até meu tom de voz

Tenho o corpo inerte, como caído mastro

Dum velho navio, encalhado na foz.

 

Vazia de lágrimas e de memória

Perdi-me num silêncio e já sem nome

Só meu rosto!? Aí se lê a história!

E os dias!? Tantos que não há quem some!

 

Dos meus olhos cegos, rompe a àgua

Cegos dum silêncio sempre presente

Ante um futuro que adivinho de mágoa.

 

Estalam na minha mente violentas,

emoções que esqueci de viver,fiquei ausente!

Só! Como estas palavras que me saiem lentas.

 

publicado por rosafogo às 22:57

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