Sábado, 14 de Fevereiro, 2009

 

Hoje não tinha ideia de escrever nada aqui no meu espaço. No entanto  pensei:  passados quarenta e dois anos  duma relação possivelmente igual a tantas, com altos e baixos, mas onde o amor ainda  exalta e o companheirismo e a procura do bem estar comum existem,

porque não trazer neste dia este poema? Já foi feito há algum tempo e é singelo, mas eu gosto.

 

Mistério e verdade

 

O meu corpo é uma catedral

Onde tu rezas e eu te abençoo

Perdes-te em mim, tudo é tão natural

Eu te compreendo e toda me dou!

Como é sagrada a minha morada

Onde tu descansas e respiras

Com a minha alma e a tua renovada

Saboreando o Amor, tu te retiras.

 

Aqui nos podemos sempre reunir

No conforto deste templo

Onde TU  me fazes sentir

e onde EU amando, te contemplo!

 

 

publicado por rosafogo às 23:56

Sexta-feira, 13 de Fevereiro, 2009

Ainda ontem era sábado e com alegria recebi amigos, no domingo também recebi familiares, só o tempo não foi amigável. Depois foi ver a semana a correr.E agora está prestes a chegar mais um fim de semana com um tempo como já não se via há muito e que para mim  ou passa lentamente, ou ávidamente quase sem dar por ele.

 

A minha estrada

 

 

A minha estrada é chão que piso

Desde que abalei do ponto da partida!

Passo a passo, entre lágrima e sorriso

Sigo  o rumo da viagem, já vou na descida.

 

Quando as raízes se desprenderem da terra

E meus pés tremerem ao pisar seu chão

A  memória encosta, fecha portas, encerra!

Ficam varridas as idéias, surge a confusão!

 

Meus olhos, meus lábios sós na solidão!

Em  meu rosto nas lágrimas ficará saudade

A vida passou por mim de raspão!

Dias, lentos, corridos, também de ansiedade.

 

A minha estrada é chão que piso

Passo a passo, entre lágrima e sorriso.

 

 

 

 

publicado por rosafogo às 23:41

Quinta-feira, 12 de Fevereiro, 2009

Nem tudo é bom hoje, mas amanhã será diferente.Sinto a falta do convívio, porque o tempo também não tem ajudado, mas terça-feira já será concerteza diferente, e irei compensar-me deste meu isolamento quase forçado.Tenho saudades do mar! Tenho saudades de estar com o grupo do «Laró» , saudades até da Alameda, que é o ponto de partida sempre para mais uma aventura.

 

De facto talvez devido á minha falta de experiência nestas andanças, só ontem andei navegando  umas boas três horas na net, passeando por belos blogs de poesia como o que

referi .Sendo ele sem dúvida um dos que mais gostei.

 

Quero agradecer a todos os que passaram pelo meu, deixando palavras de muito apreço.

Aqui fica a minha gratidão, um abraço a todos os amigos da poesia.

 

Esquecer as horas que passam

 

Porque teimam as horas em passar?!

Se nada me trazem de novo ao dia?!

Minha raiva aumenta, que posso mudar?

Talvez o cansaço duma noite vazia!

 

Velozes que passam, são como a paixão!

Derramam a sombra, cansam-me a Vida

Levam-me sorrisos, deixam solidão

Nada mais serei,que mágoa fluída!

 

Passam , passam  teimosas!

Levam verdades que saiem do peito

Mas amanhã, ainda florirão rosas

Perfumando meu dia, não há outro jeito!

publicado por rosafogo às 21:27

Terça-feira, 10 de Fevereiro, 2009

 

Observando as montanhas, bem aqui á minha frente, reparo que na base tudo é vida, tudo corre, tudo é um  movimento constante. Conforme o olhar vai subindo, apercebo-me que vai acabando tudo isto. Chegando ao cume, apenas tranquilidade, tudo é sereno tão próximo do céu, creio que só aí também se pode contemplar bem a  grandeza das coisas criadas por Deus.

Que semelhança com a Vida!  Agora tudo é sereno, quando não há tempestade....

 

No cume da montanha

 

O meu lugar é aqui nesta teia

Onde a monotonia me prende

Ou aqui no cimo da montanha, onde o ar rareia

Bem no cume! Onde meu corpo se rende.

 

Teia de caminhadas e passos repetidos

Onde grito e ao eco, ninguém responde!

Fico-me neste lugar de mortos-vivos

Numa ânsia de partir, nem sei p'ra onde!?

 

Assim me obriga a Vida a renunciar

Insiste que seja breve na despedida!

Sob ameaça de não poder atrás voltar.

 

Mas a Vida, dentro da vida ainda é desejo!

Sou uma pedra nesta montanha, caída!

É tarde, mas não perco da Vida o ensejo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por rosafogo às 19:27

Segunda-feira, 09 de Fevereiro, 2009

 

Ao  terminar do dia temos muitas vezes oportunidade de apreciar o pôr do sol, o anoitecer, o chegar das estrelas, a enigmática negrura da noite e ser interveniente nesta aventura tráz-nos um desfecho feliz  para mais um dia ás vezes atribulado. Mas agora com o tempo triste temos que optar por  outras coisas como por exemplo olhar o  crepitar do lume na lareira, ouvir música do nosso agrado  ou então ler,  que a mim é sempre o que mais me agrada.

 

E eu pareço do Mundo esquecida

 

Neste dia passam as nuvens devagar

Distraindo meu desejo e roubando meu olhar

Ao longe, avisto uma arvore despida!?

E com a alma em delírio,estou como ela sem vida!

 

Oiço até uma voz alheia que chora!?

Se eu pudesse, esquecia esta hora!

Até as nuvens me olham com indiferença

E eu pareço do Mundo esquecida.

Só os pássaros fazem notar sua presença

Como se me quisessem dizer:

Sai desse torpor, mulher enlouquecida!

 

Finda  este dia, mas não me deixo vencer!

Virá um outro sem nuvens e mais esse irei viver!

 

publicado por rosafogo às 21:51

Domingo, 08 de Fevereiro, 2009

É bom recordar os cantinhos da minha aldeia, os dias de sol e os dias de chuva. Sentir ainda o gosto de meter os pés nas poças de água ou mergulhar na água fria do rio, o fascínio de subir ás àrvores para bisbilhotar os ninhos, atravessar o rio pelo açude.....

Ainda conservo na memória todos os becos e vielas estreitinhas, ainda vejo meus companheiros e seus rostos alegres, alguns sujos de comer a fruta directamente da arvore

outros descalços, pés no chão  até no inverno, a única coisa boa  a brincadeira saudável que

nos ocupava o tempo.

   E ainda hoje a aldeia me presenteia com a sua beleza, com lugares idílicos, onde tive uma vivência profunda.

 

A minha aldeia

 

A minha aldeia

Tem só três ruas!

Todas  as outras são ruelas

Quantos sóis, quantas luas?!

Quantos amores despertaram nelas.

 

Quantos pares de namorados

Quantas palavras e compromissos

Quantos braços bem abraçados

Aguardando a noite e seus feitiços

 

A minha aldeia

Tem só três ruas!

Todas as outras são ruelas

Nos meus sonhos,minhas mãos nas tuas

E nas ruas, procissões e velas.

 

Agora conto o tempo e a idade

Com emoção singela lembro os dias

Mergulho meus sonhos na saudade

E vivo agrilhoada de nostalgias.

 

 

publicado por rosafogo às 22:18

Quinta-feira, 05 de Fevereiro, 2009

Ora me isolo, ora fico sequiosa de companhia, ora canto, ora choro. Hoje sinto a vida pesarosa,o Mundo a desabar. Sou uma sentimentalista sem emenda.Desde pequena que sonho por mim e pelos outros sempre na expectativa de que todos estejam bem, que tudo corra bem, mas este Mundo está de pernas para o ar e não se esperam melhoras.

 

Fecho meus olhos de vez

 

 

Fecho meus olhos de vez

Não quero mais, no espelho me vejam

Deixem lá os porques e os porquês!?

Deixem que fiquem em paz, onde quer que estejam.

Fecho meus olhos p'ra esquecer

As rugas que me vão no rosto

Já não sei bem o que é querer!?

Também não sei se ainda de mim gosto!

Meus olhos rendidos à dor que os faz doer

Fecham-se numa  solidão final

PORQUÊ? Não queiram saber!

Talvez, porque esgotaram  suas lágrimas de sal.

 

 

 

 

publicado por rosafogo às 23:57

Tanta àgua na cidade! Foi-me enviado gentilmente um poema do poeta Jose Gomes Ferreira, que eu não conhecia mas que apreciei muito.

No quarto verso diz, referindo-se à chuva «está a cair pão». Então veio-me à lembrança, quando era pequena a gente da minha aldeia quando chovia perto das semeaduras, dizia que a chuva era «como pão para a boca» e depois se viesse sol de seguida era «oiro sobre

azul» era a antevisão duma seara dourada sob um céu azul de Verão. A chuva é sempre bem recebida no campo, mas na cidade assim tanta, causa alguma ansiedade.

 

Uma taça de recordações

 

Tenho uma taça de recordações

Onde vou beber, quando chega a saudade

Então choro,com o peso do tempo e das emoções

Entre um sonho e a minha realidade!

E o presente, insiste sempre em que regresse

Quer  ter-me neste futuro a abrir

E todo o meu ser estremece

Fico alheia, sem vontade de lá, partir

Que importa um futuro sem sentido?

Ou um presente que é chão cansado?!

Se o coração bate no peito dorido

E o meu sentir é um campo que não foi lavrado.

 

 

 

 

publicado por rosafogo às 00:22

Terça-feira, 03 de Fevereiro, 2009

Vamos virando a folha cada dia que passa é  mais um no nosso rol, é isto o presente.

Ainda por cima não podemos passear, com este tempo que nos força a ficar em casa, só

a ouvir notícias tristes de desemprego em massa, como é possível não cair na tristeza?!

 

Protesto

 

E agora?!

Vamos deixar-nos cair?!

Nesta hora,

que não nos tráz  promessas

Só nos quer ver partir

E nos põe a Vida às avessas?!

É ainda nossa esta hora,

momentos felizes hão-de vir!

Porquê partir?!

Não agora!

Talvez outro dia, outra hora?!

Por agora, ainda pulsa o coração

Há um resto de Vida que nos implora!

Será noutra hora. Nesta não!

 

 

 

 

publicado por rosafogo às 20:34

Desde o início deste blog, que postei nele 107 poemas. Ontem domingo dei uma voltinha lá bem ao começo e confesso que gostei  de todos como se eles fossem meus filhos.Quem

consegue gostar mais dum filho que de outro?  Escrever faz bem é um bom exercício e eu

coloquei neles a minha alma e a minha força que não sei de onde me vem.Reconheço que são palavras simples mas aos meus olhos sempre belas.Pena tenho de não saber colocar

fotos de desenhos feitos por mim nos espaços vazios de cada post.

 

Sentada à beira do caminho

 

Sento-me à beira do caminho

Chego com meu passo cansado!

É o meu corpo e o seu estar sózinho?

Ou será o cansaço do meu peito vasado?!

Dói-me o que de mim perdi

Quem pode compartilhar o que sinto?

A quem importa a esperança ou o desespero que senti?!

Na crueza deste dia, p'ra mim um labirinto.

 

Sento-me à beira do caminho

Chego com meu passo cansado!

Trago lembranças que são burburinho

Mas que alentam meu coração mergulhado.

 

 

 

publicado por rosafogo às 00:54

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