Segunda-feira, 27 de Abril, 2009

 

 

Há memórias, que de vez em quando nos surgem e que são tão nossas, pertencem-nos tão por inteiro, que é difícil partilhá-las, não só do modo como as descrever, como também por serem tão nossas, pouco interesse têm para os outros. No entanto mesmo pensando ser assim , vou contar   UMA HISTÒRIA VERDADEIRA,( é o titulo duma pequena redacção, feita

pelo meu neto há cerca de dez anos) e que diz o seguinte:

 

Quando era nova a minha avó Tátá era muito namoradeira.

Um dia, farta dos namorados que tinha, pediu ao Stº António que lhe desse um namorado chamado António.

O Santo acedeu ao seu pedido. Conheceu um rapaz chamado António que era muito bonito e por quem ela se apaixonou. Acabaram por casar. Hoje o rapaz é o meu avô Tótó.

A minha Avó ficou devota do Santo António e, hoje em dia, quando precisa de resolver algum problema mais grave pede ao Santo. Diz ela que até hoje  Ele nunca lhe faltou.

 

Está  linda aos meus olhos, sou de facto devota deste Santo e a história que ele deve ter -me ouvido ou á mãe contar, é verdadeira , assim como quando preciso sempre alcanço a graça   que ao Santo peço. Este meu neto, recordo-o de pequenino sempre muito bem falante e muito atento, daí que com tão pouca idade tenha feito a redacção, que esteve exposta na sua escola durante a sua permanência nela.

 

Coisas do tempo

 

Minhas memórias guardo ciosamente

Ás vezes já um  pouco  suavizadas

Nunca, por nunca ser delas ficarei ausente

Até serem em mim ressonâncias apagadas

Ás vezes não tenho projectos para amanhã

O meu desejo fica no tempo parado

O meu sonho, o meu grito são toada vã

O meu caminho parece do Mundo isolado

 

Ás vezes sou p'las lágrimas ameaçada

Outras, dentro delas bem me sinto

Vertidas porque já é longa a caminhada

Ou de felicidade, duma esperança que persinto.

 

Ás vezes,  arranco um grito fundo do coração

Lembro com saudade do tudo p'ra nunca mais!

Outras,  deixo- me ficar na raiz da solidão

E com a saudade no peito de onde não sai jamais.

Ás vezes,  olho a Vida com humildade e gratidão

Outras vezes o meu rancor lhe arremesso!

Há dias que tenho perfumados a Alma e o coração

Outros,  em que com indiferença tudo esqueço.

 

Ás vezes,  sinto descompassado o coração

Deixo-me solitária no meu  canto  a meditar

Outras vezes, solto-me á Vida na  tentação

De viver  o tempo que me resta, e  a Vida amar!

 

 

 

 

 

 

sinto-me: contente
publicado por rosafogo às 22:04

Olha minha amiga: Tu és um espectáculo a escrever. fazes uma postagem incrível a partir de nada. Parabens, eu gostei, adicionei aos meus favoritos. Obrigado Um Beijinono Eduardo.
Fisga a 29 de Abril de 2009 às 16:17

Olha Eduardo ás vezes, quando estou a escrever, e sabes que o faço logo directo,dizia eu fico a pensar a quem é que esta conversa interessa!? Mas falar um pouco , é já um vício, sempre há alguém com paciência como tu para leres e
gostares, obrigado por isso. Já deves ter percebido, aqui tudo é muito simples tal como eu!

Beijinho, volta sempre
Obigado pelas palavras simpáticas e amigas
rosafogo a 29 de Abril de 2009 às 23:51

Olá amiga Rosafogo . Olha amiga, eu ainda não há uma hora estava a comentar A minha amiga azoriana , a Rosa Silva e chamei-lhe Rosa fogo porque estava a pensar em ti. Quanto ao falar ou não falar, eu acho que é uma grande riqueza de que somos dotados, a capacidade de comunicar falando. E por isso não devemos de abdicar dela. Eu é uma coisa que adoro fazer é falar com quem assim como tu, me entende e tem, como tu dizes de mim, paciência para me ouvir, digo-te graças a deus que te ouço é sinal que não sou surdo. e nem mudo, e tu também não. Olha amiga se tu tal como eu, não tens muito com quem falar, eu estou sempre disponível para te ouvir, por isso estás à vontade. Recebe um beijo deste teu amigo do peito Eduardo.
Fisga a 30 de Abril de 2009 às 15:34

Olá Eduardo
Acabei de chegar á aldeia, vim ver se ainda tinha internet que restou da semana passada, e encontrei aqui o teu comentário. Claro que já é motivo para conversar um pouco contigo.Sabes um outro dia também chamei Mª Luísa á Mª João, acontece mas os amigos não levam a mal. Quanto ao falar vou-te contar o seguinte: quando nasceu o meu neto mais velho em Milão dado que é filho dum italiano, eu fui lá, tirei férias, e lá estive até que os trouxe os três para minha casa. Ao regressr ao serviço onde éramos 22 na secção, mal cheguei, contaram-me os comentários que faziam enquanto eu estava ausente. Então dizia uma... esta sala não parece a mesma desde que a Natalia se foi embora... outra mas quando volta aquela rapariga? Parece que nem temos alegria, faz falta a vida e a alegria que tem e nos transmite, faz-nos falta as estórias que sempre conta ao chegar.... enfim, até eu nunca pensei que elas sentissem tanto a minha falta.
Fui a 1ª avó da sala, porque as minhas filhas tal como eu também foram namoradeiras e assim aos vinte anos já as duas me deram dois netos, mas hoje são a minha alegria e foi o mais velho que nos baptizou de avó Tátá e avô Tótó.
Tudo isto para te dizer que o tempo tudo acaba, e agora muito mais calma, ainda gosto de dois dedos de conversa.
Obrigado pelo teu carinho

Um abraço meu amigo do peito
rosafogo a 30 de Abril de 2009 às 18:41

Olá amiga rosafogo . Eu sei dar o valor que tem saber-mos que falam de nós por sermos boa companhia. Felizmente, já passei por isso. E agora vou dizer-te: É tão doce, sabermos que somos desejados, só que já se viu alguma vez, nessa situação é que sabe quanto é bom. E se virmos bem as coisas, até não é difícil conseguirmos ser desejados, é só sermos amigos de verdade e não trairmos a amizade dos nossos amigos. Olha amiguinha estou com pressa. Um grande beijinho, deste amigo do peito. Eduardo.
Fisga a 2 de Maio de 2009 às 14:05

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