Sexta-feira, 05 de Junho, 2009

 

 

 

E eu pergunto-me se alguma vez, fiquei satisfeita com alguma coisa feita por mim?!

E a resposta é NÃO! Levo décadas a querer acreditar, que como qualquer outro ser, também

tenho algum valor, mas sempre me surge a mesma inquietação a mesma dúvida. O problema é que mesmo assim não desisto, e depois coloco-me sempre perante a mesma situação. É como se houvesse um muro p'ra saltar e eu fugindo ao salto, acabo sempre por saltar.

Então estou sempre: Salto?! Não salto! Claro que salto! Tudo é possível se a decisão é nossa, penso eu!? Mas que conversa louca  é esta hoje?

 

 

DE MIM

 

 

Fico sem palavras e parto no tempo

Como quem se desprende do Mundo

A saudade é sombra onde me sento

Neste chão, que com lágrimas fecundo.

E vivo eu como se  em silêncio sepultada

Numa quietude que adormenta meu sono

E a minha verdade é teia  emaranhada

Já nada desejo ser!  Apenas me abandono.

E nem sequer já sei da minha idade!

Ou se permaneço ainda nas minhas raízes

Na moldura do tempo, deixo só a saudade

Dos dias vagarosos e felizes!

 

E é já tão grande a distância a que me encontro?!

Que é como se a Vida , tudo me furtasse

Ou me levasse a este desencontro.

De mim. E me condenasse!

Mas já não quero, nem sequer lembrar

Nem meu coração vagabundo, quer saber!

Se algum dia, Amor lhe quiseram dar

Ou se escancararam apenas o meu ser.

 

Rumarei, no tempo ,numa viagem que perdura

Só assim meu coração se aquietará!

E nesta  viagem, encontrarei a cura!?

De novo o Sonho, minha mente povoará.

 

 

Numa noite em que o sono  me abandonava, andei  por aí!

Encontrei um Blog com poesia que fui lendo, sem parar... bela,  e que por sinal é também dum Torrejano e chama-se  o BLOG -  PAULO CÉSAR -  No Chão de Água, por ser tão bom

recomendo aos meus  amigos uma visita.

 

O mimo que acabei de colocar, foi-me oferecido pelo Carlos Borges do Blog umbreveolhar

amigo que muito prezo e que teve  a gentilza de se lembrar de mim, obrigado!

 

É como que um desafio, em que terei de confessar cinco coisas que gosto de fazer, colocar o selo, desafiar 10 blogs o que para mim é difícil, mas vou tentar alguns, e informá-los.

 

Eu tenho tantas coisas que gosto de fazer?! Mas vou então nomear cinco:

 

1 - Viajar ( mínimo 3 vezes no ano para fora) agora com um pouquito de medo do avião.

 

2 - Ler (devorar livros)

 

3 - Escutar boa música no silêncio até sentir arrepios!

 

4 - Fazer Poesia ( a medo), receio sempre que só eu a entenda.

 

5 - Cantar (já não sai como aos 20 mas... ainda me divirto e alegro os demais).

 

Agora os desafiados:

 

Anna, Estrelinha, Monik@, Tibéu,Fisga,Miguel Beirão,Emanuela, CasimiroCosta e Ana.

 

 

 

publicado por rosafogo às 23:09

Meu estimado amigo
Nós que somos sensíveis, que gostamos de poesia, só podemos ser amigos, portanto tenho o maior gosto.
Não tenho palavras para lhe agradecer as suas, de facto a timidez a inquietação e a dúvida com que sempre faço algo na minha Vida, está também presente neste momento. Estou a responder ao seu comentário directamente, também derivado ao adiantado da hora, e porque sou muito ansiosa, não gosto de guardar para amanhã o que posso hoje fazer.
Para lhe ser franca, nunca comentário algum me encheu tanto o ego, quase me deixou convencida e muito, muito emocionada que é também outra das minhas facetas, a emoção toma conta de mim, mesmo quando não quero.
Como o amigo Mirtilo se deve aperceber, as minhas palavras são simples, quase sempre falando do que me deixou saudade, da perturbação que em mim existe por me ver a envelhecer, enfim desabafos que me vêm da alma, e que uma vez cá fora me suaviza um pouco o dia a dia.Depois é este diálogo franco com os amigos virtuais, que também me dão felicidade.Gostei que me tivesse falado sobre as dúvidas, porque eu me convenço que só eu as tenho a toda a hora.
Agora , farei sempre o meu melhor, neste meu jeito , umas vezes mais ao meu jeito, quando a inspiração chega mais viva até mim.
Agradeço-lhe a força que as suas palavras, me trazem, e vou concerteza sempre com medo saltar o tal muro, a barreira
em certos dias quase intransponível.
Decerto que mereceria uma melhor apreciação o seu comentário, que irei ler muitas vezes, durante o resto dos meus dias
pois o amigo é pródigo em palavras amáveis, mas será que as mereço?
Lindo, o seu comentário, também para si o desejo de muito êxito e de tudo bom na Vida.

Um abraço carinhoso
Natália

Estimada Amiga Natália:
Acabo de ler a sua resposta ao meu comentário, resposta muito bem escrita e elogiosa para mim, o que agradeço.
Nota-se realmente que, como diz, é muito ansiosa e emocionável, o que não é defeito, embora o mundo actual, de pessoas em geral frias e calculistas, pouco ou nada preocupadas com quem tem a alma à flor da pele, embora o mundo actual, dizia eu, faça supor às pessoas muito sensíveis e emocionáveis, como a Natália, eu e outras, que o mundo não é para pessoas como nós, mas é, pois o mundo é para todos, e ainda bem que há pessoas sensíveis, emocionáveis, ansiosas, de espírito poético, isto é, pessoas com alma, caso contrário esta Estância em que estamos de passagem seria muito mais insuportável do que muitas vezes já é e não haveria quem, com um poema, ou arte em palavras, uma outra expressão artística, até um silêncio magoado e magoante, chamasse a atenção para certas securas ou desertos de alma, para muitos desmandos, que pessoas «sem alma» por aí cometem.
Sabe, acho-me muito identificado com o que diz de si: também eu, além das dúvidas que me habitam quase como fantasmas, sou ansioso e emocionável (mas talvez já fosse mais, ainda que a estrutura anímica, digamos assim, não se modifique, pode é adquirir defesas para as ocasiões em que são necessárias), também me perturbo a respeito do envelhecimento, que, digamos, é praticamente igual ao seu, isto é, na idade (e penso que também me fui habituando a defender-me dessa perturbação) ... A idade é certo que pesa, mas o nosso interior pode atenuar esse peso; além disso não devemos ter medo da idade, nem de envelhecer, pois há vida em todas as idades , desde que aceitemos isso, que é verdade, além de que não somos eternos. Para mim, e penso que para toda ou quase toda a gente, a vida é algo que temos de saborear, mesmo que com tristeza e saudade, mas também com alegria, no presente, sobretudo tentando aprender e a tentar realizar aquilo de que gostamos, mas sobretudo tendo amigos, amigos realmente, pois os amigos de verdade podem ser como oásis onde retemperamos forças ou espelhos que nos dão boa imagem de nós, nem que sejam amigos virtuaiis, à falta dos outros.
Havemos de falar mais, Natália (o seu nome tem na raiz, latina, a ideia de nascimento, por isso veja, isto é, sinta nele um nascer constante, um renascer, qual Fénix...).
Adicionei-a como amigo ao meu blogue, esperando que não se importe, claro.
Felicidades para si. Que a vida lhe sorria, mas a Natália também tem de preparar o rosto para esse sorriso da vida, tirando as rugas da ansiosidade e da dúvida. Que todos os deuses, inclusive os do pagão Olimpo, com Vénus à frente, seguida da Musa da Poesia Lírica e de Apolo, patrono das Musas, a protejam e lhe dêem inspiração para os seus belos, ainda que sofridos, poemas.

Um abraço amistoso.
Mírtilo
Anónimo a 8 de Junho de 2009 às 16:29


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