Domingo, 21 de Junho, 2009

Meus Amigos já viram as imagens da Minha Aldeia, colocadas no post um pouquinho abaixo deste? Vejam como são lindas e não esqueçam: está a decorrer o concurso no BLOG aldeiadaminhavida, podem votar no que gostarem mais.Obrigado pela vossa atenção.

 

Este mimo, foi-me oferecido pelo amigo do Blog UMBREVEOLHAR, de quem me considero muito amiga e fico feliz sempre que se recorda de mim. Grata ao Carlos!

 

 

  

Uma ser humano se tem amigos, nunca está só, há sempre um  amigo por perto!

Não tenho metas defenidas, esta idade já me concede que eu vá fazendo, sem me preocupar se é para hoje ou amanhã. O meu desejo é tão sómente dar-me aos amigos através da poesia, em amizade, do mesmo jeito que eles se entregam  nas palavras aqui deixadas.

É uma necessidade de aprender com eles, de ouvir o que têm a me dizer, é muito agradável este encontro de palavras.

Ás vezes complicamos demasiado a Vida e com coisas bem simples podemos encontrar tanta felicidade, como por exemplo, quando deixamos um recado a um amigo, ou deles o recebemos.

 

Não Quero

 

 

Meus cansaços já me pesam!

Trazidos p'lo caudal do tempo, serão castigo ou ameaça?!

Estas LEMBRANÇAS que em mim rezam

São suspiros de esperanças, para que a esperança renasça.

Não são inventadas, não. São verdadeiras, vigorosas!

E nesta Vida que já de mim abdica

Lembranças, são pétalas perfumadas de rosas.

Na memória, tanto labor, como cansada fica!?

 

LEMBRANÇAS entrelaço-me nelas, faço delas minha morada

São lição aprendida, que não quero esquecer!

São devaneios meus, encontros que me deixam ainda enamorada.

Ou são teias fatais, onde me deixo prender.

 

Porque meus cansaços, já me pesam!

Atormentam-me, são feridas difíceis de cicatrizar

E as lembranças de encontro ao tempo, me revezam.

No envelhecer, em que a Vida, me ficou a olhar.

Mas, hoje sinto-me perfume, espalhado no ar.

Sinto o meu murchar a reverdecer.

Mesmo com o intruso do tempo por mim a passar

Não quero! Não quero, quem sou, deixar de ser.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por rosafogo às 19:31

Natália:

Este seu poema é lindo, profundo, de introspecção, aliás como é costume, analisando-se na erosão do tempo dentro de si, através do que foi e agora é, das esperanças que ainda poderá ter, mas sobretudo espelhando-se nas lembranças do passado já algo longínquo e em muitas das quais re revê agradavelmente, feliz até, lá pela estação da juventude, e em que faz sua pretérita e saudosa morada. Na verdade, tal como diz, o passado ensina, são lições práticas de vida arquivadas na nossa alma, são, para hoje, devaneios, quimeras, esforços, esperanças, que se perderam em parte pelos caminhos da nosssa vida, por vezes tendo ficado a sangrar de desilusão, ou ficaram sendo teias fatais a prender-nos com fios de saudade que nos puxam constantemente, quando a realidade nos deixa ir, mas a vida tem isso, prisão de saudade do tempo em que fomos simples e felizes com ninharias à luz de hoje ... Mas, ainda assim, temos de navegar em frente, mesmo com dificuldade, em nossa nau com remos de vontade, ainda que por vezes fracos remos, no mar dos imparáveis dias, bonançosos ou algo agitados, a caminho, ou rota, da divina Estância.
Felizmente, o seu poema acaba em bem, com seu espírito a a sentir-se qual flor a difundir perfume pelo ar, seu emurchecimento como que a reverdecer, a primaverizar-se, acabando por afirmar, firmemente, de forma digna de louvor, que não quer deixar de ser quem é, subentendo-se que se sente bem na sua alma, com seus belos e concretizados anseios poéticos, com suas amizades, ainda que com suas dúvidas e às vezes também seus receios de ... , e para usar as suas agora quase engraçadas palavras, ... receios de ... saltar o muro. Esse receio, porém, já deve fazer parte do passado, e se não fizer de todo ainda ... não se entristeça nem desista. E, pronto, sorria agora, porque as flores, ao exalarem perfume, sorriem, mesmo que as fustigue um pouco o vento.

Um beijinho para si, Natália.
Mírtilo
Mírtilo MR a 23 de Junho de 2009 às 22:49

Amigo Mírtilo

Eu hoje sinto-me a explodir de júbilo, com o carinho das palavras deixadas pelos amigos.
Estou feliz, estou a ficar mais segura, a escutar melhor os meus pensamentos e os ensinamentos que me vêm dos amigos,
que me dão uma mãozinha nesta minha insegurança. É uma satisfação ler as belas palavras que com mestria e doçura,
aqui me deixa. Como agradecer-lhe, se eu não cresci e não passo duma criança, que apenas lhe sabe dizer MUITO
OBRIGADO,e enviar-lhe um forte e carinhoso abraço?! O que escrevo é tão simples,mas lá que me vem da alma, vem,
e assim vou escrevendo e dando sentido à vida. É lindo ter amigos, assim como o Mírtilo,com uma forma muito especial,
única diria, de nos olhar, de apreciar aquilo que embora humilde é tão nosso... o prazer da poesia.

Um abraço
Natalia

PS: Será que o amigo, chegou a ir ler a Poesia do Blog, PauloCésar, que é um poeta Torrejano (da minha terra).
Peço desculpa, por perguntar, mas eu adoraria, ouvir palavras suas sobre essa poesia, que eu acho bela.
rosafogo a 24 de Junho de 2009 às 00:30


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