Quarta-feira, 08 de Julho, 2009

werwer.gif (9197 bytes)

 

Foto tirada em 2006 na reserva Masai Mara, no Quénia.

 

Perguntava-me um amigo, se eu não tinha poemas que não se referissem a mim. Então,

dei uma volta no passado deste Blog, pois sabia que havia poemas sobre vários temas,

e dei com alguns que eu gosto muito e que são dum tempo em que não tinha comentários,

como por exemplo o mês de Novembro de 2008 ou Fev. de 2009. Desculpem a ousadia e se calhar a minha falta de humildade, mas, eu acho que deixei coisas lindas lá atrás, que fazer agora, só se as repetir, mas tenho pena, pois dar-me ía muita alegria a partilha das mesmas.

Ultimamente,  sem saber porquê de facto falam mais sobre o meu «EU», talvez o querer encontrar-me, ou o querer aceitar-me, nesta  minha exaltação, neste exaurir do tempo, conflito que travo com  ele... como hei-de saber?!

 

 

 

Hoje resolvi mudar de fotografia, em vez de flores,  tenho algumas paisagens, pôr e nascer do sol, e outras, que eu acho maravilhosas e vou partilhá-las com os amigos que por aqui passarem. Eu adoro fotografar é para mim tão bom como ler e escrever, algumas fotos são de momentos únicos e permanecerão para sempre na minha memória.

 

Verdes eram

 

 

Meus olhos eram verdes, de verde se vestiam

Estão da vida ausentes, a  sofrer meus ais.

Eram dois vulcões, era de fogo que se enchiam

São agora negros, pardacentos, iguais aos demais.

Hoje, são  olhos fixos, duas tristes raízes,

Da  árvore que quer morrer de pé!

Viajaram no tempo, sonharam, felizes.

Negros de queixume perderam a fé.

 

Olhos  que foram ,esmeraldas verdadeiras

Brilhantes, como estrelas no firmamento.

São cinza das brasas de duas fogueiras

Que se vão apagando a cada momento.

 

E, não há sinais da cor, nesta hora que envelhece

À mercê  da vida rumam já  sem norte

O  verde, que de luto os vestiu, já nele anoitece!

Ao  olhar as estrelas se abandonam à sorte.

Tantas vezes rios de lágrimas a inundar

Outras de tristeza a afundar!

Agora, neles o meu esquecimento se deita.

Vazios de sonhos, na menina a saudade,

Na quietação o verde ainda espreita,

Num desejo verde de esperança e liberdade.

 

Hoje, solto-os à luz, neles não se extinga a Vida

Pinto de verde, com insistência o passado,

Para que algures, encontrem a cor perdida.

Ou, quem sabe, me  tragam  algum recado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sinto-me: muito animada
publicado por rosafogo às 00:33

Natália! Quem nunca teve uns belos olhos, cheios de luz e de cor...verdes azuis castanhos, negros como as azeitonas! Neles ficaram as histórias de amor e fel, nos olhos que um dia brotaram uma lágrima, hoje secaram pela idade e desilusão de tanta coisa que nos rodeia, nem choram mais secaram, da incerteza da angústia, da maldade da sociedade! mas também os podemos colorir, com sorrisos de uma criança, as cores do arco-iris, das flores do campo, neste momento só quero colorir os teus sonhos, com amizade franca e amiga.
Beijinho no teu coração, deste lugar do Minho Lisa
maripossa a 9 de Julho de 2009 às 17:25

É verdade, querida amiga, quem nunca se sentiu borboleta esvoaçando pelos verdes da natureza, não caminhou dentro dos riachos,não comeu fruta em cima da árvore, não apanhou amoras silvestres, não olhou o campo e as flores silvestres, pode ter os olhos mais lindos do Mundo, mas não sonha como eu ainda sonho. Agora, não têm o brilho de outrora, quando a despreocupação era total, e os dias corriam ledos e o futuro era coisa longínqua, e fosse qual fosse a cor, dizes bem eram olhos de sorrir para o Amor que despontava, para o espelho que nos animava e a euforia era grande.
Amiga Lisa, tantas histórias para contar, que dariam quem sabe um romance, se nos juntássemos.
Se eu estivesse aí pelo teu Minho, como seria feliz com todo esse verde!

Grata pela tua simpatia e amizade

beijinho
natalia
rosafogo a 9 de Julho de 2009 às 18:09

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