Domingo, 26 de Julho, 2009

 Foto tirada no Museu de Cera

de Londres.

 

Ontem lembrei, muitas vezes um professor de matemática , fisica e  química, que sempre me chamou de D  Quixote, dizendo que eu vivia de sonhos, só via moinhos de vento ,castelos  encantados, e o que ele ensinava  não servia de nada porque  não o ouvia e era sssim de verdade, por isso pouco aprendi sobre estas matérias, mas não esquecerei o Eng. Eloi de Barros era este o seu nome, ao visitá-lo já bem velhinho na sua morada na Av. de Roma, me reconheceu de imediato e me disse: olha a Nátalia das Lapas, a sonhadora, passados quarenta anos, como é possível?!

Ontem também  nada sabia sobre o lançamento dum livro, e pouco fiquei a saber,  o meu

sonho era conhecer os amigos ,estar com eles, por isso do resto fiquei ausente, de tal maneira que ao chamamento, alguém me despertou, e nesse momento me esforcei para cair na  real e falar , mas não consegui, calei cá dentro as palavras que levava no coração.

Apoderou-se de mim a emoção e fiquei assim mesmo «eu» sem jeito. Mas quero aqui deixar expressa a minha gratidão aos amigos que estiveram  presentes, pois senti o seu calor e sua amizade verdadeira, também aos ausentes que não podendo estar me  enviaram  palavras de estímulo.

 

 

No fundo do tempo

 

 

Meus poemas são música que ninguém tocou

São débeis sóis de esperança de criança curiosa

São pedrinhas atiradas ao charco que a ninguém molhou

Porque me queixo eu? De que estou ansiosa?!

Tivesse eu outra forma de criação?!

Bailarina talvez, exprimindo-me por gestos

Mas a poesia é o meu mundo o meu chão

Meus poemas são grito, são manifestos.

Sentimentos, lamentos e esperanças, neste chão verde

A mão que dou, a palavra que deixo, o que recebo e me afaga

São a água fresca onde mato a minha sede,

Uma força maior que ninguém silencia, nem apaga.

Estão prenhes de utopia por isso me chamam louca

Um dia virá, eles serão o grito, a foça da minha voz já rouca.

 

Calo-me agora, quando o fim está p'ra chegar

Não resta nada, trago os dias cansados

E o medo espreita no fundo do meu olhar.

Cerro memórias que já são frutos frutificados.

Falei do passado  acreditei no presente

O futuro calarei, fátuo fogo em que me apago

A vida não passou dum jogo, correu apressadamente

É bola de fogo, alegria efémera é dor que trago.

Meus poemas, são minha existência a escurecer

Numa solidão onde mais nada há a dizer.

Fico tolhida no fundo do tempo a esquecer

Quanto  tempo a vida me tira, sem eu o querer.

 

 

 

 

sinto-me: abelha sem flor
publicado por rosafogo às 16:32

Olá Natália. Vejo que editaste um livro, e ainda bem que assim foi, a vida tem sempre tanta coisa que escrever, palavras serenas, agrestes. Mas quando elas são escritas de coração e naquela página que todos temos, a escrita fica bela e de sabores diferentes como a idade. Tenho pequenas coisa que escrevi em diferentes passagens da vida, umas estão guardadas no papel, outras ainda estão no coração para as colocar no papel e são tantas.
Felicidades para ti, e muito sucesso desejo ao longo da vida. Beijinho de coração Lisa

Desculpa a ausencia.
maripossa a 28 de Julho de 2009 às 17:17

Oçá Amiga Lisa

Participei sómente com dois poemas na antologia de Poesia chamada «Entre o Sono e o Sonho»,que foi apresentada
no domingo e que irá brevemente para o mercado, segundo a Editora Chiado Lisboa. Eu tal qual como tu, gosto imenso de escrever, também de ler sempre que posso, e temos tantas memórias, umas mais felizes outras nem tanto, mas que
faz feliz passá-las ao papel e depois partilhá-las. Tu também és assim, dá para perceber, indo ao teu cantinho, lindo.

Obrigado pelas palavras e não te apoquentes com as ausêmcias, eu sei que não é fácil.
um beijinho com carinho
natalia
rosafogo a 28 de Julho de 2009 às 19:08


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