Domingo, 09 de Agosto, 2009

 

Agora estou dividida, porque passei a postar no Luso Poemas,

e também já por lá arranjei amigos. É verdade, eu já vos tinha dito, sou como criança curiosa

fui ver depertou em mim o desejo e foi um instante enquanto decidi fixar-me por lá também.

Mas vou estar sempre aqui, quando regresso do Luso, venho cheia de saudades e por isso

vou ver se consigo agora mesmo, deixar uma poesia e visitar alguns amigos.

 

LUTA

 

Longo este caminho escarpado

Que me arrasta p'ra solidão

Da esperança terei resvalado?

Ouço os brados da multidão!

Solidão é tudo o que resta

Tem nome é « desespero»

Mas vejo o Sol além

E espero...

O silêncio se adensa, algo vem

Esboço um sorriso é uma festa!

Mas o futuro ainda é minha pertença?

No olhar  de novo o abatimento

Só me resta o esquecimento.

 

Solto murmúrios, sem entoação

De quimeras nem ouso lembrar

Dissimulo o medo

Da vida perco a noção.

E em segredo,

Fecho-me numa angústia contida

E fico a ouvir meu sonho falar.

Mas  numa luta desabrida

Deito mãos à vida

E perante ameaça de tempos futuros

Finjo ser hera disfarçada, enlaçada aos muros.

Dos meus dias?!

A nostalgia é rainha

Tenho sombras no lugar das alegrias

Fico de rosto sombrio a ruminar

Olho o céu, uma nuvem negra

A tristeza é contágio!? Eu me deixo contagiar!

Ah! Mas à Vida dou refrega!

Não se lembre ela de me deixar.

 

 

 

 

 

 

 

sinto-me: Bem disposta
publicado por rosafogo às 23:51

Que pena não terem conseguido preservar essa sabedoria! Mas eu acho que tu a sabes transmitir muito bem! Sais à tua mãe!
A minha morreu ainda relativamnte nova, com uma doença autoimune semelhante à minha e o meu pai ainda mais novo era quando o cancro o levou. É a vida! É só para ficares mais ou menos por dentro de como as coisas vão. Mas eu não vivo, de forma nenhuma, "fixada" nisso, não fiques agora triste!
Um grande abraço!

Espero que não, desejo muito saber que estás bem, embora não te conhecendo, é como se assim
fosse existe um apego, e assim eu de facto me preocupo contigo e com todos os amigos com quem mais me identifico,
ou pelas palavras que me deixam, pelas demonstrações de carinho, pela poesia vossa que me diz muito, olha seja p'lo que fôr. às vezes sinto-me cansada e penso parar, mas depois... há sempre uma reviravolta o dia passa e lá estou de novo activa. Mas sabes gosto muito de ler e não tenho lido nada, também não é só falta de tempo, entrei numa
de não conseguir ser muito ordenada e perco-me um pouco.
Vamos ver até quando, haja saúde.
Abraço amiga, não te sintas na obrigação de responder, havemos de falar mais, p'lo tempo fora se Deus permitir.

natalia

PS infelizmente, somos três irmãos e nenhum saíu à mãe era duma personalidade forte e até um bocadinho difícil.
rosafogo a 12 de Agosto de 2009 às 17:28

Não é obrigação, é um prazer! :)
Eu também sinto isso tudo. São afectos diferentes, mas muito consistentes! A princípio é estranho... eu queria saber exactamente porque é que ganhávamos este tipo de afeição aos amigos virtuais, mas não há "exactamentes"... haverá teorias. Provavelmente muitas estarão ainda em elaboração... mas acontece mesmo!
Abraço grande! O Centro está a fechar!


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